Curitiba - O PT e o PMDB no Paraná devem se agarrar em candidaturas próprias para a disputa em 2010. A sinalização foi dada ontem pelo comando das duas siglas no Estado. Mas a prioridade em consolidar uma candidatura própria não exclui a política de aliança. No caso do PT, a construção de uma candidatura própria poderia fortalecer uma aliança futura. ''Se você parte para a aliança desde o começo, não há como construir depois uma governabilidade'', admitiu Gleisi Hoffmann, presidente estadual do PT. Segundo ela, Paulo Bernardo e Jorge Samek já estão ''percorrendo todo o Estado''. Ambos, segundo ela, são colocados pela sigla como pré-candidatos ao governo do Estado.
Gleisi informou que já está em curso, portanto, um processo que deve culminar em março do próximo ano, quando o PT vai fazer as prévias para a disputa majoritária. ''Espero que até lá já esteja tudo definido. Vai depender muito do cenário nacional'', disse ela, ao indicar também que, numa eventual aliança, a prioridade é dar base à pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff. ''Vamos ver qual será a melhor estratégia para apoiar a Dilma. Nada é a ferro e fogo'', admite ela, acrescentando que o PMDB é um ''aliado preferencial'' para 2010. ''Eles têm um grande número de prefeituras e o comando da Câmara e do Senado.''.
O presidente do PMDB no Paraná, deputado estadual Waldyr Pugliesi, reforçou ontem o peso que a legenda ganhou com a vitória do PMDB no Congresso Nacional, na última segunda-feira. Mas a política de alianças, segundo ele, também não seria a prioridade do PMDB no Estado. ''O PMDB vai trabalhar no sentido de fortalecer a candidatura própria. (Orlando) Pessuti já está colocado como pré-candidato ao governo em 2010. É uma pessoa que está disposta a andar bastante.''
Mas, segundo Pugliesi, não há motivos para ''se fechar''. ''Todo mundo está conversando com todo mundo. Aqui no Paraná o partido tem uma capilaridade que nenhum outro partido tem. Então vamos para a candidatura partidária'', comentou ele, ao minimizar o fato da legenda no Estado não ter ganho, nas eleições de 2008, representatividade nos grandes centros. Mas uma aliança com o PSDB de Beto Richa, como foi cogitado pelo deputado estadual Mauro Moraes (PMDB), estaria fora de cogitação. Pugliesi disse que considera a postura do correligionário ''no mínimo infeliz''.

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