Curitiba O PT e o PMDB de Curitiba se reuniram ontem para consolidar a aliança dos dois partidos para as eleições municipais deste ano. Junto com o PCdoB e em negociação com outros partidos, as siglas querem lançar uma candidatura única de oposição. A campanha já tem data para começar: no dia 24 de janeiro começa a circular a caravana ''Me chama que eu vou'', que deve passar nos 75 bairros da cidade até março.
Outra linha de atuação acertada entre PT e PMDB são os debates. No dia 28 de janeiro será realizado o primeiro fórum, sobre Segurança Pública. Na sequência, ainda sem data definida, vão ocorrer o Fórum Municipal de Transporte Coletivo e o Fórum Municipal da Geração de Emprego e Renda.
A aliança gira em torno do deputado estadual Ângelo Vanhoni (PT), o favorito para concorrer à Prefeitura de Curitiba. Apesar da insistência de algumas alas do PMDB em lançar candidatura própria, lideradas pelos deputados estadual Rafael Greca e federal Gustavo Fruet, o partido deve mesmo apoiar Vanhoni. O governador Roberto Requião (PMDB) já deu sinais de que prefere esse caminho.
''Nós temos a decisão de aprofundar as relações que já se dão nos governos federal e estadual'', disse o presidente do diretório municipal do PMDB, Doático dos Santos. Segundo ele, essa é a primeira vez que os partidos organizam uma coligação com tanta antecedência e com tanto rigor. ''Embora a gente respeite a intenção do Fruet e do Greca pela candidatura própria, a posição do PMDB é hegemônica em torno da parceria com o PT'', acrescentou.
Para o presidente do diretório municipal do PT, Roberto Salomão, a aliança ficará consolidada com os debates programados. ''Queremos discutir com a população grandes temas, assim como com outros partidos, para formar o maior arco possível de alianças em torno da candidatura de Vanhoni.''

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