PT e PMDB dão mais um passo para acordo
Curitiba - As executivas do PT e do PMDB do Paraná deram mais um passo ontem nas negociações por alianças, mas nada de concreto ficou definido, pelo menos por enquanto. Até porque o PT tem duas alas bem distintas, uma que é requianista e outra que assumiu uma postura de distanciamento do governo Requião. Desta última corrente fazem parte o presidente estadual do PT, deputado André Vargas, e o ministro Paulo Bernardo.
Nas eleições de 2002, o PT emprestou apoio a Requião, que por sua vez apoiava Lula (PT) abertamente. Desta vez, o quadro não é tão simples. O tucano Geraldo Alckmin tem vantagem no Paraná, e portanto um posicionamento claro de Requião em favor do petista poderia trazer prejuízos a sua campanha. E, para apoiar Requião, os petistas querem que o peemedebista declare apoio à reeleição de Lula.
A reunião entre PT e PMDB aconteceu à tarde, em Curitiba, com a participação dos presidentes dos dois partidos, Vargas e Dobrandino da Silva (PMDB) -que sentaram lado a lado-, além de lideranças. Esse primeiro encontro formal foi acertado depois de alguns telefonemas entre os dirigentes das duas legendas e serve como início do diálogo, que deve continuar nos próximos dias. (M.D.)





