PT e PMDB avisam que vão punir infiéis
Curitiba - Os partidos têm posições muito diferentes em relação à fidelidade partidária. O PT e o PMDB avisam que vão punir os traidores, caso os apoios que vêm sendo noticiados pelos concorrentes se confirmem. O PSDB não pretende romper com os prefeitos que estão apoiando candidatos de outras frentes. E o PDT informa apenas que não aprova essa conduta em prefeitos correligionários.
O presidente do PMDB do Paraná, Roberto Requião, disse, através de sua assessoria, que no momento não tomará qualquer providência contra os prefeitos que apoiarem outros candidatos, pois está preocupado mais com sua campanha. ''Nós acreditamos que nenhum prefeito do PMDB deixará de integrar nossa campanha'', disse. Os casos de infidelidade partidária e até de ineficiência durante a campanha, segundo a assessoria, serão analisados pela instância partidária depois das eleições. Em 1998, houve intervenção em diversos diretórios municipais em casos semelhantes.
Outro partido que pretende punir os traidores é o PT. O presidente do partido, André Vargas, já avisou que o partido acionará sua comissão de ética para expulsar os traidores.
O presidente do PSDB, Basílio Villani, admite que a campanha ''virou um samba do criolo doido''. ''Tem prefeito do PSDB apoiando a candidatura de José Serra, mas que não está com Beto Richa. O que podemos fazer? Não podemos expulsar do partido'', questiona.(M.K.)





