Curitiba - As executivas estaduais do PT e do PL podem formalizar ainda hoje, até o final do dia, uma aliança entre os dois partidos para disputar as eleições de 6 de outubro. Segundo o deputado federal Padre Roque Zimmermann, candidato do PT ao governo, a coligação deve ser aprovada em uma reunião da executiva do partido.
A decisão da convenção estadual do PT do dia 16 de junho, que rejeitou uma aliança com o PL, deve ser revista pela cúpula petista estadual. ‘‘As decisões da convenção podem ser revistas pela executiva, em virtude do fato novo que foi a aliança PT–PL no plano nacional’’, explicou o deputado.
Padre Roque admite que convencer a base do PT a aceitar a aliança com os liberais irá tomar algum tempo. ‘‘Muitos se manifestaram contrariamente, até por posições ideológicas. Respeito muito isso, mas creio que com muita conversa podemos pacificar a base’’.
O deputado federal e pastor evangélico Oliveira Filho, presidente do PL no Estado, prevê dificuldades também dentro de seu partido. ‘‘Tenho percorrido o Paraná conversando com os correligionários para quebrar essa resistência’’, comenta Oliveira Filho.
O PL não deve exigir muito para apoiar a candidatura de Padre Roque ao governo. A única condição imposta pelo partido é que seja feita uma coligação para as eleições proporcionais, que elegerá deputados estaduais e federais. ‘‘Estamos sendo muito práticos. Não preparamos o partido para lançar candidato próprio ao governo, que seria a nossa única opção com a verticalização das alianças. Logo, entramos nessa coligação com o PT para sermos conciliadores, sem criar muitas barreiras’’, diz Oliveira Filho.

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