Os comandos do PT e PC do B cederam às pressões internas e não boicotaram a reunião de ontem, que contou pela primeira vez com a presença do presidente estadual do PPB, deputado federal José Janene. Os partidos da frente, alinhados mais à esquerda, desconfiam das intenções dos pepebistas, que hoje não são unânimes nas críticas ao governo Lerner. Apesar de Janene afirmar que o PPB nunca foi governo e investir no ‘namoro’, principalmente com o PSDB, a bancada estadual continua emprestando apoio político incondicional ao governador na Assembléia.
‘‘Passou no teste’’. Foi assim que reagiu o presidente estadual do PT, Pedro Tonelli. Segundo ele, o PPB atendeu aos três critérios básicos exigidos pelos partidos contrários à reeleição de Lerner: disposição em ser contra o governador, intenção de questionar as ações do governo e compromisso em construir programa de administração comum com os partidos de esquerda e centro esquerda. Tonelli diz que o PT não é contra a presença do PPB, mas sim, discorda da política neoliberal defendida pelo presidente nacional, o ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf.
O deputado federal Ricardo Gomyde foi mais crítico frente o ingresso do PPB. Ele foi representando o PC do B no encontro e disse ontem que vai cobrar posição nas visitas no interior. ‘‘O Janene nos jurou que seu partido é oposição desde criancinha e que ele detém o controle político da sigla’’, declarou. Gomyde reconhece que seu partido teve de ceder às pressões do PMDB e PSDB, favoráveis à adesão pepebista. ‘‘Nós não vetamos até porque não temos poder de veto. O que fizemos, ao questionar a adesão do PPB, é formalizar a nossa desconfiança’’, esclareceu. (L.D.)

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