PT é obrigado a retirar out door contra prefeito
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sexta-feira, 09 de junho de 2000
Paulo Pegoraro De Cascavel 
O Partido dos Trabalhadores (PT) de Cascavel retirou ontem out doors que exigiam do prefeito a devolução de dinheiro que teria recebido a mais, em salários e diárias. A retirada foi determinada pelo juiz Paulo Roberto Hapner, da 2ª Vara Cível, contemplando ação movida por Salazar, argumentando que o caso é motivo de discussão judicial, sem despacho que o incrimine. As diárias foram denunciadas pelo Ministério Público (MP) ao Tribunal de Justiça, e os salários ainda estão sendo investigados. As denúncias partiram do vereador Aderbal Melo (PT).
Em seu despacho, o juiz Hapner disse que o PT não se manteve nos limites do jogo democrático institucional, uma vez que transbordou de um pedido investigatório para exacerbada publicidade, sem que se tenha um juízo condenatório. O magistrado fixou multa de R$ 500,00 ao dia, por out door, caso não fossem retirados. Segundo o presidente local do PT, Joaquim Ribeiro, haviam sido contratado sete painéis, ao custo de R$ 2 mil, para que permanecessem quinze dias em pontos estratégicos. A frase usada foi Prefeito Salazar: devolva o dinheiro do povo (diárias e salários ilegais, e, abaixo, a assinatura do partido.
Joaquim Ribeiro disse que o partido procurou cumprir seu papel, de denunciar irregularidades. Segundo a denúncia apresentada pelo vereador Aderbal de Melo ao MP, e por este ao TJ, Salazar Barreiros teria recebido diárias ilegais em seu primeiro mandato (89-92), em viagens pelo Brasil e Exterior, inclusive em 20 dias de licença particular. Aderbal conseguiu uma certidão da própria prefeitura, segundo a qual o prefeito recebeu integralmente vencimentos e verba de representação no período. Nos 4 anos do mandato, ele teria recebido diárias equivalentes a 762 salários mínimos.
No caso dos salários, o prefeito teria se concedido reajuste supostamente ilegal, no atual mandato. O salário é de R$ 4.752,00 (mais subsídio de 50%), excedendo lei municipal que o fixa em no máximo 28 vezes o menor salário pago a servidores. A remuneração teria sido excedida mensalmente em R$ 1.660,00, e a soma recebida a mais seria de R$ 56,7 mil.
Salazar Barreiros diz que comprovará na Justiça a legalidade das diárias e salário, e atribuiu ao ano eleitoral a exploração política de ações sem nenhum julgamento, o que estaria lhe causando prejuízos morais.


