São Paulo - Em encontro patrocinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT, PDT, PSB e PC do B chegaram a alguns consensos sobre a proposta de reforma política em tramitação na Câmara. Entre os pontos que serão defendidos pelas bancadas estão o financiamento público de campanha em 2014 e a manutenção do voto proporcional.
''Houve muitos consensos. O principal é o financiamento público exclusivo de campanha, que é a melhor maneira de combater a corrupção'', disse o presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP). As propostas defendidas hoje farão parte do relatório do deputado federal Henrique Fontana (PT-RS).
As lideranças dos partidos se reuniram para discutir o tema pela segunda vez. Sob o comando de Lula, os líderes também concordaram em defender a redução do mandato de senador para quatro anos, a partir de 2018, e a idade mínima de 35 para 30 anos. A redução se estenderia aos deputados, que poderiam assumir o mandato aos 18, e não 21 anos.
A proposta sugere ainda a mudança da data das posses (para 5, 10 e 15 de janeiro) e propõe que cada senador passe a ter apenas um suplente, que seria o candidato a deputado mais votado do mesmo partido e Estado do senador. ''Não é simples construir consensos, mas acho que avançamos'', comemorou o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos.
Os quatro partidos defenderão também o fim das coligações em 2016 e o aumento da participação popular, reduzindo a exigência de coleta de assinaturas de 1 milhão para 500 mil. Os projetos de iniciativa da sociedade passariam a ser votados com mais rapidez.
Embora tenham unificado o discurso em pontos cruciais, PT e PC do B insistem em criar um sistema de voto proporcional misto - que seria um voto no candidato de livre escolha do eleitor e outro voto no partido (com formação de lista a ser definida em eleição interna no partido). ''Temos um acordo até o proporcional, o que quer dizer não ao distritão. Mas quando vai para o proporcional misto, a gente tem um debate'', explicou Campos.

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