Curitiba - Lula garantiu ontem que o PT do Paraná não será obrigado a aceitar a coligação nacional com o PL. O candidato petista, entretanto, recomendou que o partido estude a possibilidade de uma aliança no Estado. ‘‘Qualquer divergência aqui pode ser menor do que o objetivo maior que é conquistar a presidência da República. A aliança no Paraná seria importante para impulsionar a candidatura petista’’, disse Lula.
Mesmo com a recomendação de aliança, Lula descartou a possibilidade de uma intervenção nacional nas decisões do Estado. ‘‘A direção nacional sabe que existe um encontro que apontou para o veto a aliança com o PL. Achamos que isso tem que ser rediscutido, mas não vamos interferir’’.
O vereador de Londrina, André Vargas, presidente do diretório regional do PT, ainda acredita numa espécie de intervenção nas decisões tomadas no Paraná. Ele está marcando um encontro com lideranças da executiva nacional para discutir a possibilidade de uma aliança no Estado. O encontro deverá ocorrer entre os dias 24 e 25. ‘‘Temos que ver se a aliança pode ser só na majoritária ou tem que ser na proporcional’’.
A esperança do vereador, que defende a união com o PL, tem a ver com um recurso ajuízado esta semana junto à executiva nacional do PT. O recurso, assinado pelo secretário institucional do partido, Daniel Godoy, pede a anulação do resultado do encontro estadual do PT, ocorrido entre os dias 15 e 16, em Curitiba. Vargas confirmou a existência do recurso, mas garantiu que o Estado tentará antes entrar num entendimento com as lideranças locais. ‘‘O caminho é o entendimento’’, afirmou.
Lideranças do PL no Paraná estiveram acompanhando parte do encontro de Lula com empresários paranaenses. O deputado federal Bernardino Oliveira Filho, presidente regional do PL, acredita que até terça-feira o acordo no Estado esteja selado. ‘‘Vamos conseguir resolver os problemas locais’’, apostou ele.(L.P.)

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