O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu ontem em Cascavel, ao final de dois dias de reunião, que lançará candidatura própria ao governo do Estado. Segundo o presidente, ex-deputado Pedro Tonelli, o partido vai discutir imediatamente nomes e lançará o candidato em sua próxima reunião, em novembro.
Pedro Tonelli disse que o PT ‘‘firmou nomes’’ no Paraná, em condições de assumir ‘‘com êxito’’ a candidatura ao governo estadual. O ex-prefeito de Londrina, Luiz Cheida, que participou da reunião em Cascavel, está entre os mais cotados, mas Tonelli relacionou vários outros nomes ‘‘possíveis’’.
A candidatura ao Senado foi deixada em aberto, para discussões interpartidárias, e apesar da decisão por candidato próprio ao governo, o diretório divulgou nota oficial afirmando estar ‘‘aberto para a discussão de alianças políticas’’. Para isso, quer um programa mínimo de governo e com forças de oposição ‘‘ao projeto neoliberal dos governos FHC e Lerner’’.
Segundo a nota, as alianças políticas para o Paraná devem estar vinculadas ‘‘ao projeto nacional das candidaturas das oposições de esquerda ao governo de FHC’’. A reunião em Cascavel serviu também para aprovar novas filiações, entre elas a de Hermes Fonseca, ex-prefeito de Cornélio Procópio, egresso do PDT.
O PT tem no Paraná três deputados federais, quatro deputados estaduais, seis prefeitos, quatorze vices e 114 vereadores, e participa de 42 administrações municipais, com secretários. Da reunião do diretório participaram os deputados federais Padre Roque e Nedson Micheletti, e os estaduais Ângelo Vanhoni e Irineu Colombo.

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