PT diverge sobre eleição para novo presidente estadual
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sexta-feira, 10 de novembro de 2000
De Londrina 
A convocação de uma nova eleição para a escolha do susbtituto de Nedson Micheleti na presidência estadual do PT criou divergências internas na legenda. Nedson deixou o cargo para disputar a Prefeitura de Londrina e com a vitória nas urnas, fica afastado da presidência do partido. Na avaliação do secretário-geral do diretório do PT em Paranaguá, Paulo Barbosa, a nova eleição não é prevista no estatuto e o atual vice-presidente, Márcio Pessati, deveria assumir o cargo.
Pessati, que ocupa interinamente a presidência, afirma que o estatuto não prevê a forma de substituição e o novo pleito foi definido pela executiva estadual na terça-feira. Barbosa classifica a realização de uma nova eleição, marcada de 24 a 26 em Praia de Leste, como um golpe dentro do partido. Não vi isso no estatuto. De repente há um novo estatuto que não chegou a nós. Estou preocupado com um golpe dentro de um partido que é democrático.
Não existe nada estabelecido no estatuto ou no regimento interno. Estamos adotando uma cultura política nacional. Não há nada de golpe, nada que possa arranhar a imagem ética do partido , rebateu Pessati. Segundo ele, o processo será tranquilo e transparente e o PT está se estruturando para dar suporte aos 148 vereadores e 10 prefeitos eleitos neste ano. Pessati disse que ainda sabe se irá disputar a presidência, mas afirma que está à disposição do partido.
Nedson está em Brasília e avaliou positivamente a peregrinação em busca de recursos. A preocupação dos deputados e senadores com Londrina é muito grande, independente do partido. Todos sabem que o momento é delicado e é preciso tomar medidas imediata para colocar a cidade no rumo. Ele conversou com senadores e deputados de várias siglas e disse ter garantido rubricas orçamentárias, sobretudo nas áreas de saúde e meio ambiente. Além dos contatos políticos, Nedson participa hoje de um encontro dos prefeitos do PT. (L.R. e L.H.)


