PT deve realizar prévias apenas em duas cidades
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - No Paraná, apenas dois municípios, Curitiba e Sarandi (7 km a leste de Maringá), devem realizar prévias para definir o candidato do PT à respectiva prefeitura local. Em Curitiba, as prévias acontecerão no dia 9 de março. Na disputa interna, são três pré-candidatos do PT à prefeitura da Capital: a presidente da sigla no Estado, Gleisi Hoffmann, o deputado estadual Tadeu Veneri, e Luiz Herlai, integrante de um movimento ligado à habitação. Em Sarandi, o vice-prefeito José Aparecido da Silva, o Zezinho, e os militantes Nei Sordi e Adauto da Silva são os três pré-candidatos ao Executivo. Gleisi, em entrevista concedida ontem após a primeira reunião da executiva do PT em 2008, informou que na maioria dos municípios do Estado ''houve consenso'' na definição dos candidatos do PT.
Em Londrina, está confirmada a candidatura do deputado federal André Vargas à prefeitura. Em Maringá, o secretário de Estado de Planejamento e Coordenação Geral, Ênio Verri, é o nome do PT ao Executivo. Em Cascavel, Gleisi explicou que ainda não há um nome definido. Ela ressaltou, no entanto, que não acredita na necessidade de prévias. A meta do PT, para 2008, é abocanhar de 25 a 30% das 399 prefeituras do Estado. ''É uma meta ousada, que pode inclusive ser revista, mas acreditamos no fortalecimento do PT'', disse ela. Em 2004, o PT lançou 141 candidatos às prefeituras do Paraná. Em 2008, ela acredita que o número de candidatos será maior. ''Estamos organizados em quase todas as cidades.'' Hoje o PT comanda 29 prefeituras no Estado.
Em relação às possíveis coligações, Gleisi foi enfática ao dizer que conta com todas as siglas que fazem parte da base aliada do governo federal, incluindo PDT e PP, que em Curitiba apóiam a gestão do atual prefeito, Beto Richa (PSDB), pré-candidato à reeleição. Gleisi afirmou que o PT já entrou em contato com o presidente do PDT no Paraná, senador Osmar Dias, mas ainda deve retomar a conversa. ''Ele (Osmar) disse que ainda não tinha uma definição. Mas o PDT compõe o governo federal com o Carlos Lupi (ministro do Trabalho e Emprego).'' O PP e uma ala do PSDB comandada por Beto Richa apoiaram a candidatura de Osmar ao governo do Estado, nas eleições do ano passado.
Por outro lado, siglas como PSDB e DEM seriam vetadas pelo PT.''É claro que o diretório estadual irá analisar todas as coligações e os casos específicos, mas o governo federal é a nossa referência'', afirmou ela.
Ao final da entrevista, já em tom de campanha eleitoral, Gleisi criticou a gestão tucana na Capital, que estaria ''se apropriando'' de políticas públicas financiadas pelo governo federal. ''A área habitacional em Curitiba nunca recebeu atenção da administração municipal. Os investimentos agora feitos são majoritariamente financiados pelo governo federal e o eleitor curitibano precisa saber disso'', atacou ela.
Se confirmada como pré-candidata do PT à Prefeitura de Curitiba, nas prévias em março, Gleisi informou que irá se desligar da presidência do partido no final de abril. O posto será ocupado pela deputada estadual Luciana Rafagnin (PT).


