Curitiba - Se o PMDB tem uma lista de nove nomes para escolher seu candidato à prefeitura de Curitiba, o PT deve concentrar suas forças em um único nome. Depois do surpreendente resultado que alcançou na eleição para o Senado, em outubro, quando quase tirou a reeleição de Alvaro Dias (PSDB), Gleisi Hoffmann vem sendo apontada como candidata natural para o pleito do ano que vem.
Por enquanto, os petistas afirmam que nada está definido. Inclusive apontam outros três nomes que poderiam ser lançados para a disputa: os deputados estaduais Tadeu Veneri e Angelo Vanhoni (que vai assumir uma cadeira na Câmara Federal), além do deputado federal Florisvaldo Fier, o Doutor Rosinha.
Mas tudo leva a crer que a aposta petista será mesmo Gleisi Hoffmann. Na corrida pelo senado, ela recebeu 420.627 votos em Curitiba, quase 70 mil a mais do que o reeleito Alvaro Dias. Caso chegue perto de repetir este desempenho na eleição para a prefeitura, sua participação em um segundo turno estaria praticamente garantida. ''A Gleisi, além de ser uma novidade, agrada ao eleitor curitibano por ter uma imagem parecida com a que ele acredita que um prefeito da cidade deve ter'', avalia o cientista político Ricardo Oliveira, da UFPR.
O ex-vereador Adenival Gomes, presidente do diretório do PT em Curitiba, também afirma que o nome de Gleisi é o mais cotado para a disputa. ''Ainda é muito cedo para saber, mas o nome mais provável para enfrentar o prefeito Beto Richa em um segundo turno seria o da Gleisi'', afirma.
A candidatura poderia esbarrar em um hipotético acordo entre PT e PMDB para as eleições. Comentários de bastidores dizem que o deputado petista André Vargas, presidente estadual do partido e que deve assumir a secretaria do Trabalho no governo Requião, teria interesse em se candidatar à prefeitura de Londrina. Para isso, estaria negociando o apoio do PMDB. Como contrapartida, o PT abriria mão de lançar candidatura em Curitiba, ficando apenas com a vaga de vice na chapa do PMDB.
Mas o ex-secretário Renato Adur, presidente estadual do PMDB, garante que o partido quer lançar candidatura própria em todas as cidades do Paraná com mais de 200 mil eleitores, incluindo Londrina. Nesses municípios, alianças com o PT estariam restritas ao segundo turno, caso aconteça. (R.L.)

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