PT deve anunciar rompimento com Requião
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segunda-feira, 01 de março de 2010
Rosiane Correia de Freitas<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A Executiva Estadual do PT do Paraná deve anunciar hoje que medidas irá tomar em resposta às acusações feitas pelo governador Roberto Requião (PMDB) contra o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT). A expectativa é que o partido anuncie um rompimento com o governo de Requião. Atualmente o PT ocupa duas secretarias na administração estadual: Lygia Pupatto, secretária de Ciência e Tecnologia, e Walter Bianchini, secretário da Agricultura.
Os vinte e dois membros da Executiva passaram a manhã de ontem reunidos para discutir o assunto. Segundo informações não-oficiais, em uma primeira votação 17 membros do grupo votaram pelo rompimento. Apenas um integrante da Executiva, que ocupa um cargo no governo paranaense, teria votado contra a medida.
O anúncio do resultado da reunião, no entanto, foi marcado para a manhã de hoje. Informações de bastidores dão conta de que o adiamento teria sido decidido para não constranger a secretária Lygia Pupatto, uma vez que ela teria uma assinatura de convênio da qual teria que participar durante a reunião semanal do governo, a ''escolinha'', dessa terça.
Sem a confirmação da decisão do PT, nenhum peemedebista quis comentar o rompimento. Mas em ''off'' alguns parlamentares ironizaram a medida petista. ''Faltando vinte dias para o governo acabar não é nem para ser levado sério'', disse um deputado. Outro colega peemedebista chamou o PT de ''cachorro magro'' por deixar o governo depois de sete anos e às vésperas da saída do governador Requião para a disputa do Senado.
O presidente do PT-PR, deputado estadual Ênio Verri, não quis confirmar a informação de que o partido teria decidido romper com o governo Requião. Ele declarou que a Executiva esteve reunida para fazer ''um debate da conjuntura''. Com relação ao relacionamento do PT com Requião, Verri disse que ''isso ainda não está definido''. ''Há posições divergentes dentro do partido'', adiantou.
PDT
Um primeiro passo para a concretização da aliança PT-PDT no Paraná deverá ser tomado no próximo dia 12 quando o presidente Lula deverá vir a Curitiba. Segundo Verri, até lá os dois partidos devem concluir a carta de princípios da aliança. ''Esse é o primeiro grande estágio (de uma possível aliança)'', completou.


