PT descarta risco de intervenção
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 1997
Patrícia Zanin Da Redação 
Arquivo/Folha de LondrinaJorge Samek: tentativa de consenso sob a ameaça de intervençãoO diretório do PT em Londrina não acredita na possibilidade de sofrer uma intervenção como cogita o diretório estadual do partido, e argumenta que as lideranças de Curitiba querem inverter o foco da discussão. Não passa de provocação de desocupados de Curitiba, dispara o presidente do diretório municipal, Celso Costa. Segundo ele, ao divulgar uma possível intervenção, o PT estadual adia a instauração de uma comissão de ética para apurar denúncias da quebra da ética partidária na campanha eleitoral de Londrina. A instauração da comissão foi definida pela Comissão Executiva Nacional dia 20 do mês passado.
Para o deputado federal Paulo Bernardo, o PT vive uma situação difícil em todo o País e precisa se rearticular. Isso significa tratar divergências internas e não querer moer lideranças como está mostrando o diretório estadual, critica. Ele acusa o presidente do diretório estadual, Jorge Samek, de mentir ao anunciar a possibilidade de intervenção. O deputado diz que Samek deveria se preocupar em justificar o processo de fritura a que Bernardo foi submetido por Cheida no primeiro turno das eleições. Ele só ajudou a nos trucidar e essa explicação ele deve à direção nacional.
Samek reconheceu ontem a não instauração da comissão de ética, alegando preferir o diálogo. Não estou desobedecendo a Executiva Nacional e, sim, tentando ganhar tempo para obter um consenso. Pela enésima e última vez, chegou o momento do consenso, defende. Mas admite: se não houver acordo, não vai ter outra saída a não ser a intervenção no diretório.
O secretário nacional de organização do PT, Francisco Rocha da Silva, disse que considera a tentativa de consenso extremamente louvável, mas advertiu que a resolução da Executiva Nacional existe para ser cumprida a menos que seja regovada.


