O presidente do diretório estadual do PT, André Vargas, rechaçou uma possível coligação com o PDT, do senador Alvaro Dias, para concorrer ao Palácio do Iguaçu, em 2002. No final da semana passada, o senador teria convidado o deputado estadual Ângelo Vanhoni, pré-candidato do PT, para ser o vice em uma possível coligação PDT-PT.
''É um convite pessoal. Não foi uma conversa com o partido. Nossa visão é de ter candidato próprio'', afirmou Vargas. ''Temos uma forma de fazer política e não somos contra as alianças, desde que feitas de forma coerente, participativa. Mas, nesse sentido, não vemos no Alvaro Dias uma oposição consistente à política do presidente Fernando Henrique Cardoso. Além disso, a população quer o novo, que seria uma candidatura do PT'', complementou.
Segundo Vargas, a oposição de vereadores do PDT aos prefeitos petistas de Londrina e de Ponta Gross não favorece a formação de um aliança com o senador. ''O que nos tem dificultado é o partido do Alvaro Dias. Isso tudo gera grande uma situação que reafirma a nossa candidatura própria'', avaliou.
Alvaro não considerou a oposição dos vereadores aos prefeitos petistas como ''obstáculo'' à coligação. ''Isso é secundário, porque temos de discutir as alianças pensando na Presidência da República, ou seja, é preciso verificar a posição dos partidos no plano nacional'', argumentou o senador. Em entrevista ao programa ''Canal Exclusivo'', da TV Exclusiva, no dia 22, ele admitiu a possibilidade de subir ao palanque e pedir votos para o pré-candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, caso essa seja a orientação da sigla.
O senador também não confirmou o convite a Vanhoni, ao dizer que ''estamos conversando há muito tempo. Conversa política, pessoal. Mas não houve contato entre os partidos, o que deve ocorrer a partir de janeiro'', concluiu.
Além de praticamente descartar a aliança com Alvaro, o presidente estadual do PT ainda afirmou que o ''nome mais adiantado'' nas conversações para a composição da coligação para concorrer ao governo do Estado é o do senador Roberto Requião (PMDB). Os senadores são rivais políticos desde 1998, quando um acordo informal entre o PSDB (ex-partido de Alvaro) e o PFL garantiu a reeleição de Jaime Lerner. ''Certo mesmo é que teríamos condição de fazer aliança com o PMDB, oferecendo ao Requião a vaga para vice. É o nome que temos mais adiantado'', afirmou Vargas.
Requião disse que está disposto a conversar com o PT. ''Acho interessante a coligação, mas a negociação tem que ser aberta. Propus uma prévia com os partidos. Sem sombra de dúvida é uma coligação limpa, não é acordo branco'', disse, ao sinalizar com a possibilidade de ser o vice da chapa. ''Se o PT apresentar candidato melhor'', afirmou o senador, acrescentando que, com base em pesquisas, seu partido considera que tem ampla vantagem na intenção de votos em comparação aos candidatos do PT e do PDT.

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