São Paulo - O PT deve eleger hoje o presidente nacional do partido que terá como missão engajar seus filiados e agregar os aliados na primeira eleição direta presidencial sem Lula desde a fundação da sigla, em 1980. José Eduardo Dutra (SE), ex-senador e ex-presidente da BR Distribuidora, braço da Petrobras, é o favorito para vencer a disputa ainda no primeiro turno do PED (Processo de Eleições Diretas) do PT, que terá ainda outros cinco candidatos.
Além de ser o candidato da corrente majoritária, ele agrega apoios importantes, como os dos grupos Novo Rumo e PT de Lutas e de Massas, que tiveram candidato em 2007. O mandato da nova direção é de três anos.
Se a vitória se confirmar, será a primeira vez desde 2005, ano do mensalão, que a disputa não irá para o segundo turno, um sinal de que as fissuras provocadas pelo escândalo da transferência de recursos aos parlamentares da base do presidente Luiz Inácio Lula Silva estão muito próximas de ser totalmente sanadas, ainda que momentaneamente, por conta da campanha ao Planalto.
A coesão do partido é diretamente proporcional ao poder e à importância que a sigla terá na campanha da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), a candidata de Lula a presidente. Subdivisões internas enfraquecem a nova direção para negociar com potenciais siglas aliadas, o PMDB principalmente. Dutra faz parte da corrente CNB (Construindo um Novo Brasil), nascida do espólio pós-mensalão do antigo Campo Majoritário. O ex-ministro José Dirceu era o seu principal líder e presidente do partido na campanha vitoriosa de Lula nas eleições presidenciais de 2002.
Perspectiva de poder

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