Brasília - A Direção Nacional do PT decidiu punir os oito deputados que se abstiveram nas votações da reforma da Previdência. Eles serão suspensos por um período que deverá ficar entre 30 e 90 dias, com favoritismo para a primeira hipótese.
''Defendo a punição, mas acho três meses um prazo muito longo'', diz o presidente nacional do partido, José Genoino. Na legenda, há os que, como o deputado Paulo Bernardo (PR), querem uma pena grande. ''Acho que até um ano de suspensão estaria de bom tamanho'', afirma Bernardo, vice-líder. Durante a suspensão dos direitos partidários, os parlamentares ficarão impedidos de falar em nome da sigla. A executiva da agremiação deverá reunir-se na segunda-feira, quando estabelecerá a pena para os deputados desobedientes. As infrações nem serão submetidas à Comissão de Ética. Os infiéis gostaram desta decisão. ''Realmente, nem havia motivo para respondermos à Comissão de Ética porque não há nem o que dizer'', afirma o deputado Chico Alencar (PT-RJ), um dos oito que insistiram em se abster na votação da reforma da Previdência.
Chico Alencar sabe que será punido com os outros sete deputados - Ivan Valente (SP), João Alfredo (CE), Maria José Maninha (DF), Mauro Passos (SC), Orlando Fantazini (SP), Paulo Rubens Santiago (PE) e Walter Pinheiro (BA).

mockup