O diretório estadual do PT tenta hoje por um ponto final na briga interna travada entre o ex-prefeito de Londrina Luiz Eduardo Cheida e o então candidato do partido nas eleições municipais do ano passado, em Londrina, deputado federal Paulo Bernardo. Os dois devem ser ‘punidos’ com uma advertência pública, pelo confronto que estabeleceram durante a campanha.
A partir das 9 horas, no plenarinho da Assembléia Legislativa, os 33 delegados apreciam o relatório final concluído ontem pela comissão de ética, com determinação para evitar a perda de lideranças, que podem ser indispensáveis para um projeto maior do partido, em 98.
Integrada por cinco militantes do PT de Curitiba - Magda Flores, Roberto Salomão, Jorge Sonda, Josimar Ganho e Euclides Mance - a comissão termina o seu trabalho ‘rachada’. Parte do grupo defendeu punições severas para os envolvidos - que chegavam à expulsão -, enquanto a outra parte, que acabou vencendo, apostou no entendimento, com ‘punição’ mais branda.
Os petistas acreditam que o momento é de acalmar os ânimos e manter suas lideranças, mesmo com divergências pessoais. Uma punição mais dura, como uma ‘desfiliação’ temporária ou expulsão, só agravaria o episódio num ano pré-eleitoral.
Ainda que não seja unanimidade no PT, Cheida é apontado como um provável candidato do partido ao governo do Estado, enquanto Bernardo tem potencial garantido para sua reeleição à Câmara Federal.
Ontem, o presidente do diretório, Jorge Samek, buscou de todas as formas evitar a antecipação do resultado do relatório e deixou claro que lidera a ala da conciliação. Para ele, a convivência entre Cheida e Bernardo no partido ‘‘é perfeitamente compatível’’. ‘‘São dois nomes importantes que o nosso partido não pode perder’’, afirmou Samek. Segundo ele, ‘‘a briga serviu como uma lição para os dois, os maiores derrotados’’.
Pendências Além da briga de Londrina, o PT avalia hoje outros dois conflitos internos ocorridos na campanha de 96. Um deles envolve a disputa de Ponta Grossa. Um grupo de petistas, que se intitulava ‘‘movimento não-radical do PT’’, manifestou apoio ao candidato adversário, o atual prefeito Jocelito Canto (PSDB).

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