O PT deve participar do governo Itamar Franco (PMDB) em Minas Gerais e ficar fora do governo Mário Covas (PSDB) em São Paulo. A decisão foi tomada no sábado, durante os encontros dos diretórios estadual e nacional do partido, em São Paulo. A participação no governo de Itamar ficou condicionada ao cumprimento de alguns pressupostos. ‘‘Itamar deve ter um posicionamento claro contra o FMI e o pacote fiscal do governo’’, diz o deputado federal Aloizio Mercadante (SP). ‘‘Também queremos saber se ele dará prioridade à políticas sociais no seu governo.’’
Em relação ao governo Covas, o diretório estadual resolveu que o partido continuará de fora, mas vai sair da oposição sistemática.‘‘Nossa disposição será de aprovar tudo o que for do interesse do Estado’’, explica Mercadante. ‘‘Nossa expectativa é de que o governo Covas tenha um perfil diferente no segundo mandato.’’
A resolução do diretório paulista foi unânime, mas a decisão sobre Minas teve discordâncias. ‘‘Nos dois casos, acho que o melhor seria apoiar sem participar’’, avalia o deputado federal José Genoíno (SP). ‘‘Não participamos dessas alianças e acho que não é correto entrar no governo sem se submeter à consulta popular.’’
Ajuste Além dessas decisões, o PT apresentou resoluções contra o ajuste fiscal do governo. ‘‘Não há como Estados e municípios cumprirem o ajuste’’, afirma Mercadante. Para ele, o governo está centralizando os recursos e quebrando o pacto federativo. ‘‘As regras são mais duras do que as do FMI e do regime militar’’, compara o deputado.

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