PT debate participação nos governos federal e estadual
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sábado, 09 de dezembro de 2006
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O PT do Paraná vai cobrar participação efetiva dentro do governo Roberto Requião (PMDB) com a indicação de políticos que tenham compromisso partidário e com o estreitamento das relações entre os governos federal e estadual. A intenção é aparar as arestas e evitar os constrangimentos ocorridos durante o primeiro governo de Requião -que fez críticas duras ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). ''É natural que existam divergências de posicionamentos. Mas essas divergências terão que deixar de ser tratadas publicamente. Acreditamos que elas precisam ser tratadas internamente. Somente dessa forma estaremos estreitando os laços para votarmos juntos no Congresso Nacional e na Assembléia Legislativa do Paraná'', ponderou o deputado federal eleito André Vargas, presidente do PT-PR.
Vargas quer que o PT e o PMDB caminhem juntos. ''Nossa prioridade não é participar do governo Requião. Queremos ter uma relação concreta, sem ataques frontais. Quanto a cargos no secretariado, a relação terá que ser institucional, acatando nomes do partido que tenham relação com a área que ele nos solicitar -seja na fazenda, na economia, na agricultura. Temos quadros para qualquer cargo que ele (o governador) necessite. Não podemos deixar que a indicação de nomes seja simplesmente feita para acomodação de pessoas que não venceram as eleições'', exemplificou. Entre nomes que poderiam ser usados simplesmente para acomodação política, sem aval do partido, estariam os dos deputados estadual Natalio Stica e federal Dra. Clair da Flora Martins. Ambos fizeram campanha para Requião, mas não foram reeleitos.
O PT quer ainda debater questões programáticas como o fortalecimento da agricultura familiar no governo Requião e a promoção social com uma política efetiva de distribuição de renda. O presidente da Itaipu Binacional, Jorge Samek, que coordenou a campanha de Lula no Paraná, quer que o Estado repense os chamados projetos estruturantes nas áreas de energia, estradas, desenvolvimento agrícola, científico e tecnológico. ''Queremos construir uma nova relação. Isso vai depender do próprio governador. O PMDB foi fundamental para eleger Lula no Brasil. O PT foi importante para eleger Requião no Paraná. Temos agora que selar compromissos para que o partido acredite nas metas de Requião e vote com ele na Assembléia, mesmo quando forem tomadas medidas amargas e duras'', ponderou.
O partido continua hoje debatendo os projetos para os próximos anos. Tanto Samek, quanto Vargas se disseram ansiosos com a volta de Requião ao Paraná para tratar dos assuntos programáticos e políticos para os próximos quatro anos. Para hoje, está prevista uma discussão sobre o Congresso Nacional do PT, marcado para julho.


