Os diretórios do PT, de Sarandi e Maringá (Noroeste do Estado), protocolaram segunda-feira, no diretório estadual do partido, um recurso contra a coligação com o PL no Paraná.
''Essa coligação é prejudicial. É a mesma coisa que juntar água e óleo. O PT é socialista e o PL é liberal, não é juízo de valor. A gente não quer ganhar a eleição a qualquer preço'', diz Gilberto Puca, do PT de Maringá.
Conforme Puca, a coligação com o PL teria sido feita com base na decisão da convenção estadual, que teria sido invalidada pelo resultado do encontro estadual. ''A convenção aprovou a coligação com o PL e o encontro estadual do PT não aprovou por 68%. Entendemos que o encontro é soberano. Estamos solicitando nesse recurso que seja acatado o resultado do encontro''.
Para o presidente do PT do Paraná, André Vargas, o movimento dentro do partido que não quer a coligação com o PL é ''minoritário''. ''A convenção é o órgão máximo de um partido e perante a Justiça Eleitoral é considerada como decisiva. O encontro amplia a participação das pessoas, mas o encontro nacional deliberou pela aliança com o PL '', afirmou.

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