Pedro Livoratti
De Londrina
A convenção municipal do PT de Londrina que será realizada hoje, às 9 horas, na sede do Sindicato dos Urbanitários, corre o risco de ser anulada por conta de um recurso que uma das chapas concorrentes promete fazer logo no início da semana junto à secretaria nacional de organização do partido. Os membros afirmam que estão sendo prejudicados na condução do processo que definirá o novo diretório. Representantes da chapa opositora afirmam que o processo é transparente e que obedece aos critérios da executiva nacional.
Segundo a candidata a presidente da Chapa 2, Maria Giselda de Lima, foram flagradas fichas de pedido de dispensa de desempregados – que têm direito à dispensa do pagamento da contribuição partidária –, fora do prazo legal.
Além disso, afirma Gisela, foram encontradas fichas de filiação em branco. Ela reclamoutambém que não teve acesso ao cadastro de novos filiados. ‘‘Não estamos participando do processo’’, afirmou ela.
O candidato da chapa concorrente, André Vargas, afirma que as informações internas são acessíveis a todos os filiados. ‘‘Só podemos lamentar’’, afirmou Vargas. Segundo ele, o processo eleitoral está sendo conduzido de acordo com o regimento do partido. Segundo informou não há motivos para recursos. ‘‘Nosso adversário não está dentro do partido, mas fora dele’’, afirmou.
O pré-candidato a prefeito pelo PT, ex-deputado federal Nedson Micheletti, disse que desconhece qualquer fraude no processo de escolha do novo diretório. ‘‘Permaneci fora da disputa porque estarei submetido ao diretório que vencer’’, afirmou ele. O ex-deputado disse também que o debate entre as várias alas internas do partido é natural.
Embora tenham divergências quanto ao processo para escolha do novo diretório, as duas chapas apresentam propostas semelhantes. O objetivo de ambas é reconstruir a legenda – que chegou a ter dois vereadores, o prefeito e dois deputados federais –, para a disputa de outubro do ano que vem.

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