Brasília- Às vésperas do início oficial da campanha eleitoral, a oposição de Brasília protagoniza uma guerra autofágica deflagrada pela denúncia de desvio de R$ 20 milhões para financiamento da campanha eleitoral de 98, na qual o candidato do PT à reeleição, Cristóvam Buarque, foi derrotado pelo atual governador Joaquim Roriz. O dinheiro teria saído dos cofres da Associação dos Servidores da Fundação Educacional (Asefe) numa operação comandada pelo seu ex-diretor-financeiro Firmino Pereira do Nascimento Neto, candidato derrotado do PPS à Câmara Distrital de Brasília.
Uma fita de vídeo com Firmino confessando o delito foi obtida pelo ex-diretor do Sindicato dos Professores do Distrito Federal, Marcos Pato, filiado ao PT. Na fita, Firmino incrimina os deputados distritais, Lúcia Carvalho (PT), Wasny de Roure (PT), o deputado federal Agnelo Queiroz (PC do B) e o próprio ex-governador Cristóvam Buarque citando-os como beneficiários diretos do esquema. Também os candidatos derrotados Chico Vigilante (PT), Trajano Jardim (PCB) e José Eudes (PT) teriam recebido R$ 75 mil cada um.
O desvio do dinheiro é confirmado pelo atual diretor-financeiro da Asefe, Jorge Eduardo, e pelo seu presidente, José Eudes, ambos do PT, que tomaram posse em janeiro de 2001. Eudes, da facção ‘‘Articulação e Unidade na Luta’’, afirma estar tomando todas as providências para investigar o desvio dos recursos, que teria ocorrido durante o mandato anterior de Sérgio Rubens (PCB), de 1997 a 2000, ‘‘e talvez nas gestões anteriores’’.

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