PT cria conselho suprapartidário para apoiar e influir na campanha
O candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, vai formar nos próximos dias um conselho politico suprapartidário para auxiliá-lo na campanha e nas decisões de um eventual governo de esquerda. A idéia, segundo Lula, é democratizar politicamente a campanha, ampliando o número de pessoas que passarão a ter influência nas decisões.
Entre os cotados para integrar o conselho estão o economista Celso Furtado, o escritor Fernando Moraes - candidato a vice na chapa de Orestes Quércia (PMDB) - o presidente do PMDB, Paes de Andrade, o governador do Paraná, Roberto Requião, os juristas Márcio Thomaz Bastos e Fábio Comparatto, o governador Miguel Arraes, a historiadora Maria Vitória Benevides, a economista Maria da Conceição Tavares, o geógrafo Aziz AbSaber e o escritor Ariano Suassuna.
Para o candidato petista, qualquer governo, em qualquer país do mundo que quiser dar certo, tem de ter representação na sociedade, fora do âmbito dos partidos políticos, para discutir os problemas de governo e as saídas que muitas vezes o governo não enxerga. Se o presidente Fernando Henrique Cardoso tivesse um conselho, disse Lula, se ele tivesse ouvidos e não só boca, certamente não estaria metendo o Brasil na encruzilhada em que ele está metendo, afirmou. Segundo Lula, um ou mais nomes de integrantes do conselho político poderão eventualmente participar de seu ministério.
Lula voltou a defender onteme a redução dos juros para produção interna e a criação de barreiras para as importações predatórias do País. Para o candidato, o governo precisa apenas ter coragem de colocar em prática essas propostas. Eu acho que o governo tem até vontade, mas como está com o rabo preso ao sistema financeiro internacional e se deixou seduzir demais pelo dinheiro fácil, ele agora não sabe o que fazer, afirmou o petista.
Lula comentou as recentes declarações do ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, segundo as quais o Brasil deveria impor limites às importações. Eu fico agradecido quando um ministro do atual governo reconhece que as medidas do PT são boas, disse. Mas ficaria mais agradecido se ele tivesse coragem de colocá-las em prática, afirmou.Arquivo FolhaLiçãoLula: qualquer governo tem que ter representação fora dos partidosCarla Franco
Agência Estado





