O contador Wiliam Aparecido Gimenez foi contratado ontem pelo diretório municipal do PT, para auditar a prestação de contas da campanha de 2004 do prefeito Nedson Micheleti (PT), entregue à Justiça Eleitoral. As contas estão sendo investigadas pelo Ministério Público Eleitoral (MP) e pela Polícia Federal (PF), desde o dia 27 de julho, quando a ex-assessora da campanha Soraya Garcia, denunciou um suposto esquema de caixa 2.
No dia 4, os dirigentes do partido em Londrina anunciaram que a auditoria seria feita por Ranulfo Santana de Castro. O contador, além de ser doador da campanha de Nedson, auxiliou a coordenação financeira na prestação de contas. ''Resolvemos que vamos contratar uma pessoa estranha ao PT e à campanha'', disse o presidente do PT, Jacks Dias. ''Anunciamos que a gente queria fazer uma auditoria e como o Ranulfo, que é um excelente profissional, participou da elaboração da prestação de contas e como houve questionamento da própria imprensa, estamos pegando um profissional que não atuou na nossa campanha e nem na de ninguém'', complementou o tesoureiro do partido, Francisco Moreno.
Conforme Moreno, não há erros na prestação de contas. ''Nossa prestação de contas está corretíssima, não há nenhuma irregularidade. A auditoria vai demonstrar cada vez mais a seriedade do nosso trabalho de prestação de contas'', afirmou.
Além da auditoria, o PT ainda quer que Gimenez analise os documentos apreendidos pela Polícia Federal (PF), nos 22 estabelecimentos comerciais que tiveram notas fiscais apreendidas na semana passada. Os estabelecimentos foram apontados por Soraya por supostamente terem prestado serviços durante a campanha e não constarem na prestação de contas. ''Temos que pegar a documentação que a PF apreendeu e olhar as notas para ver se realmente são da campanha'', disse o tesoureiro petista.
Dias e Moreno não souberam dizer quanto a auditoria vai custar ao partido. Gimenez não quis comentar a metodologia do trabalho alegando que ainda não teve acesso aos documentos.

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