Curitiba - A campanha eleitoral curitibana deve começar mesmo sem nenhuma supresa. Pelo menos, por enquanto. O PT lançou ontem, em Curitiba, a candidatura, já aguardada, de Gleisi Hoffmann, em uma tentativa de impedir que o prefeito Beto Richa (PSDB) se reeleja. Em 2006, Gleisi disputou uma vaga no Senado mas foi derrotada por Álvaro Dias (PSDB).
  Em meio aos seus pares de PT, Gleisi criticou o atual prefeito, agradeceu seus apoiadores, inclusive seu marido, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e demonstrou entusiasmo em um início de campanha que apenas começou.
  A petista, entretanto, ainda não definiu quem deve acompanhá-la na posição de vice-prefeito. Gleisi acena para o deputado federal e pré-candidato a prefeito da capital, Ratinho Júnior (PSC), para ocupar o cargo. ‘‘Temos conversado com o PSC. Se o Ratinho Júnior não sair candidato temos o interesse sim e gostaríamos de conversar com ele sobre isso’’, afirmou a petista. A FOLHA tentou ouvir Ratinho
ontem, mas não conseguiu
localizá-lo.
  Sobre o tempo de programa eleitoral na televisão que teria, a candidata petista não demonstrou preocupação, mesmo com seu principal oponente, Beto Richa, podendo ter alguns minutos a mais. ‘‘Tempo de TV sozinho não ganha eleição. Eleição se ganha nas ruas, conversando com o povo. E também não adianta ter muito tempo na TV e não ter o que falar’’, disse a petista, se referindo ao prefeito.
  Gleisi ainda contou que está caminhando para formar aliança com o PMN e com o PTC. Segundo ela, o PHS já é parceiro consolidado para a campanha.
  Na manhã de ontem, aconteceu ainda a convenção do PP, que declarou apoio ao prefeito Beto Richa. Hoje pela manhã, o PMDB, partido do governador Roberto Requião, realiza sua convenção e sua eleição interna para definir quem será o candidato peemedebista. A expectativa é que a pré-candidatura do reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Carlos Moreira, se concretize.

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