PT condena indicação de Bolsonaro
O programa de trabalho do deputado Jair Bolsonaro (PPB-RJ) para a presidência da Comissão dos Direitos Humanos (CDH) da Câmara inclui o debate sobre a pena de morte e a revisão do conceito de direito humano. É preciso definir o que é direito humano, o que é o ser humano, afirmou Bolsonaro, capitão da reserva do Exército, candidato do PPB ao comando da comissão.
Os partidos de oposição ficaram muito irritados com essa possibilidade por causa do perfil do deputado. Defensor da pena de morte, Bolsonaro disse nunca ter ouvido notícia sobre um condenado à cadeira elétrica que tenha voltado para cometer crimes.
O deputado Jair Bolsonaro não pode ser o presidente da Comissão dos Direitos Humanos porque, pelas suas posições, ele renega estes direitos, afirmou o deputado José Genoíno (PT-SP), um dos que trabalham para impedir que o deputado chegue à presidência da comissão. Até agora, o líder do PPB, Odelmo Leão (MG), não deu a palavra final sobre a entrega da presidência da CDH para Bolsonaro. Ele está sendo pressionado por todos os lados a não indicar Bolsonaro, principalmente pelos petistas. Neste ano, coube ao PPB a presidência desta comissão. A escolha terá de ser feita até o dia 17.
Há argumentos de todos os tipos para que Bolsonaro não seja o presidente da CDH. A imagem do Brasil no exterior vai ficar muito pior do que está, disse o deputado Paulo Bernardo (PT-PR), que deverá presidir a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara. Genoíno está disposto a recorrer ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para dizer que a CDH tem a cara da Câmara e que, neste caso, se trata de uma questão institucional e não do PPB. (AF)





