PT cobra agilidade no caso Celso Daniel
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2002
Das agências 
São Paulo - O prefeito de Santo André, João Avamileno (PT), esteve reunido ontem com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), no Palácio dos Bandeirantes. O objetivo do encontro foi cobrar providências para esclarecer rapidamente o sequestro e assassinato do prefeito Celso Daniel (PT), no dia 20 de janeiro. Só vou estar completamente satisfeito no momento em que descobrirmos quem assassinou nosso prefeito, afirmou Avamileno.
O PT também organizou ontem, em frente da Secretaria de Segurança Pública, no centro de São Paulo, um protesto contra a violência e a impunidade.
Além de cobrar resultado da investigação, Avamileno reclamou do tratamento recebido por algumas testemunhas durante depoimentos numa tentativa velada de transformar vítimas em réus. Fizemos essa reclamação, e o governador se comprometeu a corrigir as falhas no rumo da investigação, disse o prefeito.
Avamileno acrescentou que tudo indica que a morte de Celso Daniel tenha sido um crime comum. No entanto, não descartou a hipótese de que o crime seja político nem uma ligação com o assassinato do prefeito de Campinas, Antonio da Costa Santos (PT), ocorrido em setembro último. Os dois crimes permanecem sem solução.
Também participaram do encontro Carlinhos Augusto, presidente da Câmara de Santo André, o deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh, o deputado estadual Wanderley Siraque e os secretários estaduais da Segurança Pública, Saulo Abreu, e da Casa Civil, Rubens Lara.
Já a manifestação acabou prejudicada por causa da chuva e reuniu apenas cerca de 200 pessoas. A chuva atrapalhou, mas não vai calar a nossa voz. Basta de impunidade, disse ao microfone o vereador Amilton Lacerda, de São Caetano do Sul, que organizou o protesto.
Os manifestantes agitavam bandeiras do partido e estenderam na frente da Secretaria de Segurança Pública um cartaz com a frase: Apesar da indignação, seguimos em frente, combatendo toda a impunidade e violência. Pela Paz! Queremos justiça. A manifestação não atrapalhou o trânsito na região.


