Curitiba - Cortejado pelo PSDB e pelo pré-candidato tucano à presidência, José Serra, Osmar Dias (PDT) voltou a ser alvo de investidas do PT-PR ontem. O senador pedetista recebeu uma ligação da pré-candidata petista ao Senado, Gleisi Hoffmann, sinalizando a retomada das conversas entre os partidos. ''Queremos retomar ese diálogo. Disse a ele que gostaríamos muito de conversar com ele'', informou Gleisi.
O interesse dos petistas foi retomado depois que Osmar sinalizou que poderia deixar a disputa e se candidatar à reeleição para o Senado. Essa possibilidade sepultaria as intenções do PT de eleger Gleisi senadora. Já o desafio do senador é conseguir uma aliança que amplie seu tempo de televisão já que o PDT tem somente 45 segundos no horário eleitoral.
Segundo a candidata, o PT estava ''respeitando o tempo do senador'', mas a perspectiva de aliança ainda existe. Questionada se abriria mão da candidatura ao Senado, Glesi disse que segue a orientação do partido. ''Não estamos negociando com a perspectiva de cargos. Há muito mais coisas que nos aproximam que a simples montagem de uma chapa.'' Osmar defende que Gleisi seja sua candidata a vice para fechar a aliança com o PT.
O senador não é tão otimista ao falar da possível conversa com os petistas. ''Não há uma reaproximação'', decretou. Segundo ele, a aliança com o PT e com o PMDB continuam distantes. ''Conversei com o (governador Orlando) Pessuti e ele me comunicou que será candidato, o que inviabiliza uma aliança.'' Pessuti e Osmar se reuniram no domingo.
Por outro lado Osmar também não informa quando irá responder à proposta do PSDB, oficializada na semana passada. O presidente do partido, deputado Valdir Rossoni, havia estipulado o prazo de uma semana para o PDT se manifestar. ''Quem quer conversar comigo não tem que dar prazo até porque essa aliança tinha desde 2008. Não é novidade.''

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