Curitiba - Com uma margem apertada de apenas 16 votos de diferença, o PT autorizou ontem, durante encontro regional em Curitiba, a formação de aliança com o PTB. O partido que integrou a gestão do prefeito Cássio Taniguchi (PFL) nos últimos oito anos, agora deve sustentar a base de apoio ao candidato Angelo Vanhoni à prefeitura de Curitiba. A homologação da aliança depende de decisão da convenção do PTB que vai acontecer quarta-feira.
Com isso, será formada a coligação PT-PMDB-PCdoB-PSL-PSC-PTB para apoiar a candidatura de Vanhoni. A aprovação da aliança ocorreu após intensas discussões entre os petistas que eram contrários à entrada do PTB, dos irmãos Carlos e Iris Simões e também da família Martinez, na campanha de Vanhoni. O clima de divisão dentro do PT ficou tão evidente que levou os coordenadores do encontro a contar voto por voto, ao contrário de decisão por aclamação que sempre marcou as decisões do partido.
Votaram a favor da coligação 157 delegados, que formaram a maioria com 52,7% do partido. Outros 141 delegados, ou 47,3%, votaram contra a aliança. O candidato do partido, Angelo Vanhoni chegou logo após a eleição e declarou que quer o apoio da militância petista.
Um dos fatores que pesaram na decisão favorável dos petistas foi a necessidade de reproduzir localmente a base de sustentação do governo Lula, onde o PT tem o apoio do PTB. ''Nas grandes capitais brasileiras, essa aliança já vem acontecendo'', admitiu o vereador André Passos (PT).
Após a decisão, no entanto, os petistas demonstraram união. Os vereadores Adenival Gomes e André Passos, que votaram contra a aliança, demonstraram que superaram as diferenças. ''As disputas internas terminaram e agora vamos todos trabalhar unidos pela eleição de Vanhoni'', disse Adenival.
O PTB ainda não se manifestou se vai aceitar a aliança com o PT. Mas a julgar pela articulação da chapa para as eleições proporcionais que vão eleger os vereadores, a aliança é certa. Os petistas prolongaram o encontro durante todo o dia de ontem para montar a chapa de vereadores, que já reproduz a aliança PT-PMDB e PTB. Segundo Passos, ''a intenção é eleger entre 16 a 18 candidatos da coligação para que o novo prefeito tenha maioria na Câmara dos Vereadores''.

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