PT aponta desgaste do governo
Brás Henrique
Agência Estado
De Ribeirão Preto
O PT do Estado de São Paulo fez ontem sua primeira Conferência Estadual Eleitoral, em Ribeirão Preto (SP). Com a participação de cerca de 600 políticos petistas, o partido começa a se preparar para o próximo pleito. Algumas das principais lideranças do PT no Estado apostam nas crises do malufismo e do governo federal (PSDB) para crescer nas eleições municipais.
O ex-deputado federal Aloízio Mercadante acredita que o PT poderá avançar nas pequenas cidades paulistas, onde não existem tradição da legenda. Para isso, os nomes fortes das cidades-pólo (como São Paulo, Santos, Ribeirão Preto, São Bernardo do Campo, São José dos Campos, Piracicaba, Diadema e São Caetano do Sul, entre outras) serão fundamentais. Entre eles estão Marta Suplicy, Telma de Souza, Antônio Palocci Filho, Jair Meneguelli, José Machado e Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho. Essas forças motivariam o surgimento de novas lideranças.
Mercadante disse que vai percorrer, nos próximos dias, as principais regiões do Estado para discutir novos projetos para os municípios. As prefeituras, em crise financeira, têm pouca capacidade de realização, por isso é preciso pensar em geração de empregos e na busca de investimentos novos, sem esquecer da reestruturação do funcionalismo e da previdência, comentou.
O ex-deputado federal citou a ética na política, que também deverá ser importante na eleição de 2000.O eleitor vai valorizar muito isso, principalmente em âmbito local. Palocci, presidente do diretório estadual do PT e deputado federal, concorda com Mercadante e disse que a conferência é importante para a organização do partido, discutindo estratégias e os erros cometidos nas eleições de 1996, que devem ser evitados. As coligações partidárias, no entanto, devem ser discutidas no Congresso Estadual, em outubro. Uma das legendas que deve aliar-se ao PT no Estado é o PPS.
Em Ribeirão, por exemplo, Palocci será o candidato a prefeito, e deverá ter como vice Dácio Campos, vereador do PPS. Palocci evita falar nisso, mas Mercadante assegura que o partido não abrirá mão de ter suas principais lideranças na disputa municipal no próximo ano. O objetivo é ampliar a bancada - em 1996, o PT elegeu 13 prefeitos em São Paulo.





