PT abre debate para sucessão de Lerner
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domingo, 11 de fevereiro de 2001
Lúcio Horta De Londrina 
O encontro organizado pelo PT entre vereadores, prefeitos e deputados deu partida, ontem em Londrina, às discussões do partido para a disputa da sucessão do governador Jaime Lerner (PFL). O evento, marcado no mesmo dia em que o Partido dos Trabalhadores completou 21 anos de fundação, ocorreu no Hotel Crystal, no centro da cidade, e trouxe os três nomes mais cotados para disputar a eleição no ano que vem: o deputado federal Padre Roque e os estaduais Ângelo Vanhoni e Irineu Colombo.
Inicialmente, o mote do encontro seria a eleição presidencial, com a presença do deputado federal José Genoino (SP). Mas o avião que trouxe o deputado não conseguiu pousar na cidade por causa do mau tempo. A ausência de Genoino possibilitou que as discussões fossem direcionadas para as administrações do PT no Paraná e a sucessão de Lerner.
Se o partido me escalar, por que não disputar? Eu conheço muito bem o Paraná e se meu nome for de consenso dentro do PT não vou fugir da raia, assegurou Padre Roque. O deputado avalia que desta vez o partido tem todas as condições de vencer as eleições no Estado e também para presidente da República. Há uma insatisfação generalizada, a base governista está esfacelada e há um desejo de mudança na população.
O deputado acrescentou que em 60 dias o PT já deve ter pronto um projeto para o Paraná abrangendo os próximos 20 anos e, em seguida, será elaborado um programa de governo a partir de 2002. Depois devemos discutir nomes. Não temos presso e, por enquanto, tudo é balão de ensaio, completou.
O deputado Irineu Colombo concorda que o partido deve cumprir uma rota definida, preparando um bom programa de governo antes de definir candidaturas. Mas, a exemplo de Padre Roque, não descarta uma eventual candidatura. Estou à disposição do partido, tanto para o governo quanto para senador. Inclusive acho que o PT deve sair com uma chapa completa, para aumentar a bancada e ajudar na eleição para presidente.
O mais cauteloso dos pré-candidatos é Ângelo Vanhoni, que disputou no ano passado uma eleição apertada para a Prefeitura de Curitiba perdeu no segundo turno para o candidato de Lerner, Cassio Taniguchi (PFL). A boa votação na capital automaticamente transformou o deputado no nome mais cotado para ocupar a vaga nas eleições estaduais.
Mas primeiro temos que discutir um projeto para o Paraná, repetiu o deputado. Porque o Estado hoje está sem projeto, há apenas um desgoverno. Para ele, o partido nunca teve uma condição tão favorável para vencer uma eleição para o governo do Paraná. O PT foi bem votado (em 2000) em todas as regiões do Estado e há um sentimento forte de mudança.
Independentemente das articulações, um consenso entre todos os participantes do encontro de ontem é que o sucesso em 2002 depende diretamente do bom desempenho das dez administrações do PT no Paraná. Nós teremos que administrar bem. Isso é um desafio, mas um desafio apaixonante, avaliou o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti. Além dele, também estiveram presentes prefeitos de pelo menos quatro cidades administradas pelo PT no Paraná: José Cláudio (Maringá), Péricles de Mello (Ponta Grossa), Dionisio Santos de Souza (Porecatu) e Cido Spada (Sarandi).


