A disputa pelo Palácio Iguaçu ficará polarizada entre o governador Jaime Lerner (PFL) e o senador Roberto Requião (PMDB), mas contará com três candidatos. O quase desconhecido Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU) vai lançar chapa própria na disputa pelo governo do Paraná. O funcionário público Júlio de Jesus e o professor Claudemir Figueiredo, ambos de Curitiba, vão compor a chapa que será registrada até domingo no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná. Júlio será candidato a governador e Figueiredo, a vice. O partido não apresentará nenhum nome na disputa pelo Senado.
A decisão de correr por fora foi tomada pelo partido durante a convenção, na semana passada. O PSTU só abriria mão de concorrer ao governo se a socióloga Milena Martines tivesse emplacado candidatura própria no PT. Com pouco mais de cem filiados em todo Estado, o PSTU pretende levar um ‘‘projeto alternativo’’ aos defendidos por Lerner e Requião. A sigla terá um minuto para passar sua mensagem. ‘‘Temos consciência da nossa representatividade, mas queremos atacar estes projetos neoliberais, um mais à direita e o outro mais à esquerda’’, criticou Júlio de Jesus.
Servidor público federal ligado ao Sindicato da Previdência e Saúde, Júlio de Jesus, não disputa pela primeira vez. Integrante da extinta corrente trotskista do PT ‘‘convergência socialista’’, o candidato do PSTU concorreu em 1996 à Prefeitura de Curitiba e contabilizou cerca de seis mil votos. ‘‘A esquerda não é mais a mesma. O que precisamos é preparar um caminho alternativo. Os partidos de esquerda no Paraná não se preocuparam com isso’’, disse o candidato do PSTU. Segundo ele, ‘‘o partido fará uma campanha sem ostentação, mas bastante consistente’’. O PSTU se caracteriza por um discurso nacionalista, contra a venda das estatais e tem sua maior base de atuação entre os funcionários públicos. (L.D.)

mockup