O PSTU municipal criticou a forma "inconsequente e incoerente" de alguns integrantes da manifestação que reuniu cerca de 5 mil pessoas na tarde da última segunda-feira em Londrina. A sigla publicou em seu site uma nota relatando agressões físicas sofridas por militantes durante o ato, quando bandeiras do partido foram arrancadas "com violência de suas mãos". Segundo a militante da legenda, Ana Soranso, "não tem como ser como eles querem (sem grupos políticos), partido é só uma sigla, mas os objetivos é que valem".
O movimento nacional, organizado essencialmente por jovens via redes sociais, mostra a tendência de repelir a presença de políticos e partidos nos atos e esta teria sido a justificativa para a hostilidade contra os militantes do PSTU. Ana informou que o momento de tensão começou quando alguns manifestantes exigiram que as bandeiras do partido fossem baixadas e outro grupo decidiu repreender a atitude. "Foi quando pularam na menina que estava com a bandeira e levaram com violência."
Ana disse que "o partido não está lá reivindicando o comando da manifestação, está lá apoiando, afinal, nós ajudamos a construir o Movimento Passe Livre (MPL) em Londrina". Ela informou que o tema do transporte público é debatido há mais de dez anos na cidade.
Conforme a nota do PSTU, "é necessário que essa massa que se manifesta elabore e proponha políticas para os serviços públicos básicos que afetam diretamente a vida dos trabalhadores e da juventude de Londrina".

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