Brasília O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) tem tentado, até o momento sem sucesso, aliciar os radicais do PT para formar um novo partido de esquerda e de oposição ao governo petista de Luiz Inácio Lula da Silva.
Um dos objetivos de atrair congressistas para um novo partido é cumprir os requisitos da cláusula de barreira, que, a partir de 2006, limita acesso ao tempo de TV e ao fundo partidário às siglas que obtiverem 5% dos votos nacionais e 2% dos votos em pelo menos cinco Estados. Se não conseguir esse objetivo, legendas pequenas, como o próprio PSTU, correm o risco de desaparecerem.
Em nota divulgada ontem, o presidente do PSTU, José Maria Almeida, candidato derrotado à Presidência no ano passado, diz que o PT tem adotado bandeiras do governo Fernando Henrique Cardoso e chama a senadora Heloísa Helena (PT-AL) e os deputados federais João Batista Araújo, o Babá (PT-PA), e Luciana Genro (PT-RS) a ingressarem em seu partido.
''É chegada a hora de romper definitivamente com o governo, com o PT e construir um novo partido. Na verdade, já começamos a passar da hora de unir a esquerda socialista e os movimentos sociais num novo partido'', diz a nota. ''(Vamos fundar) um novo partido de luta, de classe, de massas, revolucionário e socialista.''
Em fevereiro deste ano, Almeida já havia dito que estava em contato com descontentes do PT e de outras legendas de esquerda desde o ano passado, quando os petistas adotaram tom mais moderado, principalmente na área econômica. No texto, o PSTU se solidariza com os radicais petistas, classificando a ação da cúpula do PT de ''truculenta'' e ''antidemocrática''.

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