O PST (Partido Social Trabalhista) está disposto a sair do limbo para se transformar no mais novo braço político do governador Jaime Lerner (PFL) rumo à reeleição. O ex-presidente do PDT José Francisco Pereira assume a direção estadual na próxima segunda-feira com a missão de ‘engordar’ a sigla e formar uma chapa própria com os outros ‘nanicos’ - PSB e PSC são alguns deles - que apóiam Lerner para 98.
O acerto definitivo foi no último final de semana, quando Pereira conseguiu o sinal-verde da executiva nacional do PST, presidida por Marcílio Lima, para ‘abocanhar’ a sigla. O PST está nas mãos de Ajocir Vicari, que passa a figurar como o provável vice-presidente. Lerner participou diretamente das negociações, conta Pereira. ‘‘Foi ele (o governador) quem conseguiu os contatos para nós junto à executiva nacional’’, lembra.
Nenhum deputado deve ingressar na sigla. O novo presidente bem que tentou, mas o prazo fatal para as definições partidárias dos candidatos, que expira no dia 3 de outubro, impediu a evolução das conversas e ninguém quis se arriscar. A vice-governadora Emília Belinati (PDT) também não se sensibilizou com o convite feito há cerca de três semanas. Ao contrário do ex-deputado Paulo Maia e do ex-procurador de Curitiba Cid Campelo que devem aderir à sigla nos próximos dias.
Curiosamente, o PST sai de aliado histórico do presidente da Telepar, ex-governador Álvaro Dias (PSDB), para se unir ao grupo de Lerner. Na eleições municipais de 92, a sigla atingiu o seu auge. Comandada por Álvaro, elegeu 62 prefeitos e 545 vereadores. Hoje, se propõe a auxiliar a estratégia que tenta dar uma ‘roupagem’ de centro-esquerda ao chapão PFL-PTB costurado pelo governador do Paraná.(L.D)

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