Brasília - Mais um senador na mira do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado. O PSOL protocolou ontem representação contra o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF). O partido solicita que seja aberto processo no Conselho de Ética da Casa para apurar se o peemedebista quebrou o decoro parlamentar. Roriz aparece em escutas telefônicas, feitas pela Polícia Civil do DF, conversando com o ex-presidente do BRB, Tarcísio Franklin de Moura, sobre a partilha de R$ 2,2 milhões.
Na representação, o PSOL entende que é preciso investigar se houve abuso de prerrogativas de imunidade no exercício de mandato. No texto, a legenda lembra que os suspeitos estavam sendo investigados havia vários meses por ''crimes contra a administração pública e fraude em licitação, peculato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha'', segundo esquema revelado na ''Operação Aquarela''.
O pedido de representação contra Roriz foi assinado pela presidente do PSOL, Heloísa Helena. ''São denúncias gravíssimas que caracterizam indícios de crime contra a administração pública e quebra de decoro'', afirmou Heloísa Helena, que foi pessoalmente entregar a representação. O PSOL também foi o autor de outra representação, no Conselho de Ética, contra o presidente do Senado, Renan Calheiros. Para a presidente do PSOL, a solicitação de investigação do caso Roriz não poderá atrapalhar o processo já em curso contra Renan. ''Isso não vai acontecer, pois a sociedade jamais aceitará que um ou outro senador se encoste no processo (de investigação) do outro.''
O PSOL também reuniu ontem cerca de 50 manifestantes em frente ao Congresso Nacional no lançamento da campanha ''Fora Renan''. Em um ato a favor da ética na política, o partido cobrou o afastamento de Renan da presidência do Senado, além de punições para Roriz.
A presidente do PSOL, Heloísa Helena (AL), cobrou investigações severas sobre Roriz e Renan. ''Só enriquece na política quem é ladrão. Quem enriquece, tem que apresentar à opinião pública todas as justificativas. Porque justificativas matemáticas e racionais não há, por isso precisam definitivamente serem punidos.''

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