PSOL pede que Corregedoria investigue Jaqueline Roriz
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quinta-feira, 10 de março de 2011
Eduardo Bresciani e Denise MadueÀo <br> Agência Estado 
Brasília - Em ofensiva contra a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF), o PSOL protocolou ontem um pedido para que a Corregedoria da Casa investigue o caso e anunciou a apresentação na próxima semana de uma representação junto ao Conselho de Ética pedindo a cassação de mandato da parlamentar. No mesmo tom, o presidente da seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), Francisco Caputo, visitou a Câmara e defendeu que a deputada perca o mandato.
Jaqueline Roriz foi flagrada em vídeo, gravado em 2006, recebendo um maço de dinheiro do delator do esquema do ''mensalão do DEM'', Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do DF.
O presidente do PSOL no DF, Toninho do PSOL, acredita que as imagens são suficientes para que a parlamentar seja cassada. ''Uma parlamentar pega num ato daquela natureza não pode estar no convívio dos representantes do povo. Chega de corrupção. Este é o nosso grito.''
Pelo trâmite regimental, o pedido do partido será encaminhado ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Ele analisará o documento antes de encaminhá-lo ao corregedor, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE). Com o caso chegando à Corregedoria, uma investigação preliminar será feita e a Mesa Diretora decidirá se encaminha ou não um pedido de abertura de processo no Conselho de Ética. Se o PSOL oficializar a intenção de protocolar a representação diretamente no Conselho a investigação já começará diretamente no colegiado. O Conselho deve ser instalado na quarta-feira.
O primeiro debate que deverá ser feito é sobre uma jurisprudência adotada em 2007 pelo Conselho de Ética para beneficiar deputados envolvidos no ''mensalão do PT'' determinando que não se investigasse crimes anteriores ao mandato. O presidente da Câmara defende que o colegiado reveja esta regra.


