PSOL faz ato pedindo saída de Renan
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terça-feira, 14 de agosto de 2007
Gabriela Guerreiro<br>Folhapress 
Brasília - Manifestantes e parlamentares do PSOL entregaram ontem abaixo-assinado em favor da renúncia do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao segundo-vice presidente da Casa, Álvaro Dias (PSDB-PR). O partido realizou ontem um ato político no gramado em frente ao Congresso Nacional, com cerca de 50 manifestantes, como parte da campanha ''Fora Renan''.
Com cerca de 60 mil assinaturas, o abaixo-assinado é resultado da campanha realizada pelo PSOL em todo o país desde que as denúncias contra o presidente do Senado vieram à tona, no fim de maio. Durante o ato político, o PSOL escreveu ''Fora Renan'' no gramado do Congresso com folhas de papel do abaixo-assinado.
''É a indignação do povo brasileiro com a corrupção. Esse manifesto vai chegar aos deputados e senadores. Entregamos ao segundo vice-presidente do Senado porque o primeiro vice (senador Tião Viana - PT/AC) está fora de Brasília, e o presidente do Senado, para nós, não é mais'', disse o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).
Com cartões vermelhos nas mãos, os manifestantes percorreram os corredores do Congresso até chegarem ao gabinete de Dias, onde deixaram o abaixo-assinado.
A presidente do PSOL, Heloísa Helena (AL), rebateu a afirmação de Renan, que atribui a disputas regionais de Alagoas as novas denúncias contra o peemedebista - relativas à acusação de que teria usado laranjas para comprar um grupo de comunicação.
''Talvez o desespero diante da descoberta de mais crimes tenha feito ele ter uma posição como essa. Isso é inaceitável. Só o desespero poderia levar alguém a apresentar desculpa tão esfarrapada quanto esta'', criticou a ex-senadora.
Renan disse ontem que as acusações de que teria usado laranjas para comprar um grupo de comunicação em Alagoas são ''questões de província'' do Estado que foram transferidas para o ''plano nacional'' do país.
O senador referiu-se ao usineiro João Lyra, que se tornou inimigo político de Renan e acusa o presidente do Senado de ter firmado com ele sociedade oculta para a compra do grupo de comunicação, por meio de laranjas.


