Psol define candidatura à Câmara
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domingo, 25 de junho de 2006
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
A executiva municipal do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) tomou posse na manhã de ontem em Londrina, tendo como presidente o estudante do curso de Serviço Social da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Cristiano Mariotto.
Os metalúrgicos Marcio Ferreira de Moura e Vagno Aparecido Rodrigues, ambos estudantes secundaristas, assumiram como secretário e tesoureiro. O jornalista Hugo Kitanishi comandará a secretaria de comunicação social. Para coordenar as secretarias de formação política e de movimentos sociais e sindicais foram eleitos os professores Braes Dias e Rosemary Batista de Oliveira.
Na reunião de ontem os
representantes discutiram as metas da executiva do partido em Londrina pelos próximos dois anos. Legalizado em setembro do ano passado, o Psol teve forte apoio paranaense para sua consolidação, conforme explicou Cristiano Mariotto.
A conferência realizada no Paraná três dias após a expulsão da Heloísa Helena do Partido dos Trabalhadores (PT) foi
o pontapé para a formação
do partido, recordou. Segundo ele, o Estado colheu cerca
de 500 mil assinaturas em apoio a legalização do partido, sendo 500 delas na região de Londrina.
Sem poder usufruir das leis partidárias que beneficiam seis dos 16 partidos nacionais, a proposta do Psol nas próximas eleições, de acordo com Mariotto, será informar à população sobre os ideais classistas e de orientação socialista que são a base do partido. Não vamos disputar poder, mas vamos nos apresentar à disputa para politizar, declarou. O programa de governo do partido e as metas da campanha deverão ser definidos até o próximo dia 5 de julho, completou Mariotto.
A professora Rosemary Oliveira será a candidata do partido ao cargo de deputada federal nas eleições de outubro. Já o presidente estadual do Psol, Luiz Felipe Bergaman será o candidato ao governo do Paraná. Segundo Rosemary, a coligação da frente socialista de esquerda, formada pelo PCB, PSTU e Psol prevê que o PSTU apresentará um nome para concorrer ao Senado, enquanto os três partidos poderão definir candidatos para a Câmara Federal. É um ato histórico. Nunca a esquerda se uniu em uma proposta de derrubar os governos como essa, afirmou.
O presidente do Psol de Londrina ressaltou a campanha Um tostão contra o Mensalão, afirmando que o partido só aceitará contribuições de pessoas físicas para o financiamento da campanha. O partido é formado não só por ex-militantes do PT, mas principalmente por uma aglutinação de cidadãos indignados com a situação em que o País se encontra, concluiu Mariotto.


