O Plano de Sucessão e Demissão Voluntária (PSDV) da Sercomtel, realizado no mês de setembro, teve a adesão de 42 funcionários com mais de 20 anos de casa, um pouco abaixo da meta projetada inicialmente. A expectativa da empresa era atingir 48 profissionais, mas, mesmo assim, o plano foi considerado bem-sucedido. O impacto financeiro e cronograma de substituição do pessoal devem ser divulgados no próximo dia 20.
De acordo com a assessoria de imprensa da Sercomtel, entre o grupo que optou pelo PSDV, 23 são funcionários já aposentados. O presidente da telefônica, Christian Schneider, estava em viagem ontem, mas em entrevista à FOLHA quando o período de adesão foi lançado, ele havia informado que os desligamentos reduzem a folha de pagamento em cerca de R$ 540 mil por mês. No entanto, com as contratações previstas para substituir a mão de obra, a economia, de fato, deverá ficar em torno de R$ 300 mil.
Na ocasião, Schneider informou que, "com o plano de sucessão, o funcionário ficará um tempo treinando quem vai entrar no seu lugar e a empresa mantém a sustentabilidade operacional". Para a adesão ao PSDV, foram oferecidos indenização de 19 salários e liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
A realização do plano de demissão foi motivada pelo aumento das despesas básicas. Conforme Schneider, a conta mensal de energia elétrica subiu de R$ 250 mil para R$ 870 mil. A alta do dólar também impactou negativamente no orçamento, principalmente nas compras de equipamentos, pois "nesse setor de telecomunicações tudo é importado".
O presidente não descartou novas medidas para redução de custos a partir do ano que vem.

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