PSDB/PR decide apoiar Osmar Dias
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segunda-feira, 16 de outubro de 2006
Catarina Scortecci e Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O PSDB do Paraná oficializou ontem o apoio formal à candidatura de Osmar Dias (PDT) ao governo do Estado. A decisão foi tomada após uma reunião extraordinária das lideranças tucanas por 31 votos contra um. Dos filiados com direito a voto, 13 não foram à reunião. Apenas foi contra o deputado estadual Nelson Garcia, que no primeiro turno apoiou o governador licenciado Roberto Requião (PMDB), candidato à reeleição. ''É um direito da maioria, mas eles também têm que entender minha posição. Eu não fui reeleito sozinho. Eu conto com o apoio de lideranças da minha região (Noroeste do Estado) que optaram por Requião. Passei o primeiro turno todo fazendo campanha para o Requião. Como é que eu vou mudar e justificar para o meu eleitorado agora?'', explicou ele.
A decisão foi protocolada ainda ontem no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Com isto, os tucanos ficam impedidos de aparecer nos programas eleitorais gratuitos do candidato à reeleição, de participar de comícios ou de qualquer tipo de campanha política. ''Se o Requião me chamar para fazer programa eleitoral, eu gravo. Depois fica por conta dos advogados'', acrescentou Garcia.
''A decisão foi por unanimidade. Não houve imposição. Apenas um voto contrário, mas sem maiores discussões. Todos assinaram a ata. Portanto, o apoio ao Osmar terá que ser integral'', disse o deputado federal Luiz Carlos Hauly, secretário-geral do PSDB-PR. Os tucanos não deverão ser citados em matérias, entrevistas de rádio ou televisão, nem ao menos na internet como apoiadores de Requião. As restrições acabam tendo como principal alvo o governador em exercício, Hermas Brandão (PSDB), que já declarou apoio a Requião e disse que continuaria fazendo campanha mesmo que os tucanos resolvessem apoiar Osmar Dias.
''As restrições são para todos. Espero que ele (Hermas) não transgrida'', reforçou Hauly. O parlamentar chegou a confessar que o partido poderia ter apoiado Requião no primeiro turno, como queria Hermas, caso Requião tivesse dado apoio formal à candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência da República. ''Não queríamos ser usados como massa de manobra. Agora a campanha de Osmar ganha mais impulso, afinal ele não parou de crescer nas pesquisas.'' Brandão disse à Folha que não comentaria a decisão de seu partido, mas reiterou que ele e seus aliados continuam apoiando Requião.
O presidente do PSDB do Paraná, deputado estadual Valdir Rossoni, se esquivou ao ser questionado sobre possíveis punições a filiados. ''No nosso dicionário não tem punição, tem argumentos. Ninguém obriga nada, mas vamos tentar convencê-los, na base do diálogo'', disse Rossoni. (Colaborou Maria Duarte)


