PSDB vê fim da grande aliança da oposição
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segunda-feira, 15 de junho de 2009
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O PSDB está a um passo da candidatura própria ao governo do Estado em 2010, o que indicaria o fim da chamada ''grande aliança da oposição'', que une tucanos a legendas como PDT, DEM, PPS e PP. ''Desconheço a aliança com o PDT de Osmar Dias. Não fiz aliança nenhuma. Sou do PSDB, que tem candidatura própria. A base deseja isso. Entre 100 tucanos, 150 querem isso'', disparou ontem o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB), logo depois de ter participado de uma reunião com outros líderes tucanos, em Curitiba.
Embora nos bastidores os tucanos já tenham sinalizado pela candidatura própria, é a primeira liderança do PSDB que descarta publicamente a ''grande aliança da oposição''. A aliança, virtualmente formada para a disputa do próximo ano, respaldou o senador Osmar Dias em 2006, na disputa ao governo do Estado, e depois ganhou força com a reeleição do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), na vitória de outubro passado.
Hauly não quis antecipar se prefere o senador Alvaro Dias (PSDB) ou Beto Richa como cabeça de chapa, mas afirma que os dois nomes ''são fortes''. ''Estamos bem servidos'', disse ele, admitindo, ainda, que já existem conversas com o PMDB. ''Se o PMDB quiser se aliar conosco, da minha parte estamos de braços abertos'', disparou ele.
O deputado federal Gustavo Fruet (PSDB), que também participou da reunião de ontem na Capital, amenizou a declaração do correligionário, lembrando que Hauly saiu derrotado da disputa pela Prefeitura de Londrina, ganha por um pedetista. Ele não negou, contudo, a tendência da sigla pela candidatura própria: ''Como é que Hauly vai defender uma aliança com o PDT de Barbosa Neto? Em Londrina foi uma disputa acirrada. Mas é claro que haverá cobrança pela candidatura própria''.
Para ele, uma das cobranças já vem de Brasília. Fruet alega que a disputa entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), no plano nacional, será ''uma das mais disputadas'' e que os palanques estaduais, portanto, ''terão mais pesos''. Pela lógica, Osmar, que pertence à base aliada do governo federal petista, ficaria impedido de sustentar no Paraná um palanque para Serra.
Mas, apesar de sugerir que a tendência da legenda seria a candidatura própria, Fruet indica porque uma definição agora só atrapalharia o processo para os tucanos. ''Eu acho que o debate começou cedo. O tempo do político está mais antecipado do que o tempo do eleitor. O mundo político está agitado. Parece que a eleição é no próximo fim de semana, mas se desde já houver uma definição do PSDB, haverá margem para excluir alianças futuras. E não podemos descartar nada agora'', disse ele.
O tucano também preferiu não anunciar sua preferência dentro da sigla para o pleito de 2010. ''Foi estabelecida uma onda em torno do nome do Beto. Mas ele terá que pensar bem sobre sua renúncia (à Prefeitura de Curitiba). É uma decisão difícil'', afirmou Fruet.


