Curitiba - O PSDB deverá endurecer a campanha política de rádio e de televisão nos últimos dias que antecedem as eleições. O objetivo é mostrar os erros do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e propor soluções para mudar os rumos econômicos, políticos e sociais do País. A informação foi dada ontem pelo senador Jorge Bornhausen, presidente nacional do PFL, que esteve ontem em Curitiba apoiando a campanha de Rubens Bueno (PPS) ao governo do Estado. ''A campanha nacional toma agora seu impulso final. Na primeira fase dos programas eleitorais, a coligação mostrou quem era Geraldo Alckmin (candidato à Presidência pelo PSDB). Agora vamos fazer programas propositivos, fazendo um contraste crítico da realidade brasileira'', declarou.
Bornhausen acredita que ainda há tempo para impulsionar a campanha tucana à Presidência da República. Além dos programas eleitorais, os líderes estarão fazendo campanha nos Estados. Os mais visados na reta final são os estados do Sul e do Sudeste - considerados como os principais para reverter a atual situação favorável a Lula. ''O Sul do Brasil é que vai dar o impulso, acredito, para que Alckmin chegue ao segundo turno'', ponderou o senador de Santa Catarina. Alckmin estará em campanha nos próximos dias por municípios do Paraná (hoje em Curitiba), Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Entre os pontos que mais deverão ser criticados nas duas últimas semanas antes das eleições estão a corrupção e o desgoverno. ''Não precisamos ir longe para fazermos críticas ao atual governo. Os fatos que ocorreram no dia-a-dia neste triste governo mostram que o País está desgovernado. Estamos num governo sem governante - que mistura o dinheiro público e o privado a todo instante. Na verdade, lamentavelmente estamos dentro de uma bandalheira'', criticou. Bornhausen diz que pode fazer críticas desde o primeiro dia de gestão de Lula. O primeiro diário oficial já trouxe a criação de 15 novos ministérios. ''Os novos ministérios e os cargos em comissão serviram para dar emprego aos senadores e governadores do PT que perderam as eleições. Pela primeira vez vimos na história um seguro-desemprego para os candidatos derrotados''.

mockup