PSDB rejeita aliança com o PFL
O comando estadual do PSDB apresenta hoje em Brasília um relatório dando as diretrizes de como será a condução política do partido nas eleições 98. O presidente em exercício, Olivir Gabardo (foto), jantou ontem à noite com o presidente nacional do PSDB, Teotonio Vilela Filho, no Hotel Araquara e hoje fará uma exposição do assunto durante o encontro nacional dos presidentes de partido de todo o Brasil.
As dificuldades de acerto com o PFL do governador Jaime Lerner, lançamento de candidatura própria, e a tentativa de aproximação com o PMDB do senador Roberto Requião serão as tônicas do seu pronunciamento. Ele diz que há necessidade de se esclarecer o quanto antes à executiva nacional a impossibilidade de aliança com o PFL, mesmo Lerner sendo aliado do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Isso para nós é irreversível. O que queremos garantir é que o comando nacional nos dê espaço para costurarmos uma coligação no Estado, independente do quadro nacional, explicou. Gabardo pretende convencer os tucanos da viabilidade eleitoral do presidente da Telepar, ex-governador Álvaro Dias; e da inofensividade das críticas de Requião diante do projeto político de reeleição do presidente.
Na contramão das costuras nacionais, Gabardo promete citar o PT de Luiz Inácio Lula da Silva e o PDT do ex-governador Leonel Brizola, ainda, como opções de acordo no Estado. Vou assinalar que esses partidos, assim como o PSDB, tem algo em comum: são contra o governo Lerner, adiantava. Para Garbardo, o PSDB não pode ser cerceado dos contatos com o PMDB e partidos de esquerda. Se mais para frente vermos que não dará certo, cada um segue o seu caminho, defende.
O relatório que será apresentado por Gabardo hoje foi uma iniciativa da própria executiva nacional tucana. Teotônio Vilela Filho quer fazer uma mapa da situação da sigla nos estados. O Paraná não é o único estado aonde haverá trombadas entre os aliados de Fernando Henrique. A idéia é, num primeiro momento, saber onde há condições reais do PSDB se eleger sem pôr em risco as bases políticas do presidente.(L.D)





