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Londrina

Eleições 2022

m de leitura Atualizado em 20/07/2022, 20:28

PSDB recua e desiste de concorrer ao governo do Paraná

Tucanos devem entrar no rol das legendas que buscam vaga no Senado com César Silvestri e falam em neutralidade na disputa ao Palácio Iguaçu

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de julho de 2022

Guilherme Marconi - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Divulgação PSDB PR
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Imagem ilustrativa da imagem PSDB recua e desiste de concorrer ao governo do Paraná Imagem ilustrativa da imagem PSDB recua e desiste de concorrer ao governo do Paraná
|  Foto: Divulgação PSDB PR
 

O ex-prefeito de Guarapuava César Silvestri Filho (PSDB) desistiu de concorrer ao cargo de governador do Paraná por pressão da cúpula do partido e de aliados do governador Ratinho Junior (PSD). Durante a convenção partidária com membros da executiva, nesta quarta (20), o "neo" tucano anunciou que será candidato ao Senado pelo Paraná. A decisão ocorreu após a convenção da federação, formada por PSDB e Cidadania, na sede do partido, no bairro Ahú, em Curitiba. Entre as lideranças, estavam presentes o ex-governador Beto Richa e os deputados estaduais tucanos Cristina Silvestri (mãe de César), Mabel Canto e Michele Caputo Neto, além do ex-deputado federal Valdir Rossoni (PSDB). 

Com a desistência de Silvestri, o atual governador e o ex-governador Roberto Requião (PT) devem polarizar os votos. Além disso, o recuo do político - que se classificava como "terceira via" - abre ainda mais chance para uma possível definição do pleito no primeiro turno no Estado. Silvestri disse que a federação optou por neutralidade e não deverá apoiar candidatos ao governo, incluindo Ratinho Junior. "Decidimos nos juntar numa candidatura ao Senado que une os dois partidos (PSDB e Cidadania). Em relação ao apoio ao governo do Estado, foi decidido de forma unânime de posicionamento por neutralidade e fizemos aprovação da chapa de candidatos e candidatas a deputados."

Questionado se a falta de musculatura do grupo para concorrer ao governo do Estado motivou sua desistência, Silvestri Filho citou que os partidos viram mais viabilidade numa disputa ao Senado. "Acreditamos numa candidatura mais competitiva e saímos daqui absolutamente comprometidos com ela." 

SEGUNDA GUINADA

Essa não foi a primeira guinada brusca do ex-prefeito de Guarapuava em sua trajetória política. Até o início do ano ele estava no Podemos tentando viabilizar sua candidatura ao governo antes de migrar para o PSDB com o mesmo objetivo. "Não tem frustação, a política é feita de etapas, lutei por uma  candidatura ao governo que fosse consensual, na medida que os partidos tinham compromissos divergentes, eu também tive que ter a humildade para entender que a unidade é valor maior do que um projeto individual."

Se para os tucanos a disputa ao governo esbarraria na máquina pública e ampla coligação que orbita a reeleição do governador, na corrida ao Senado Silvestri Filho terá dois fortes adversários: o ex-juiz federal Sergio Moro (União Brasil) e o senador Alvaro Dias (Podemos), além de dois pré-candidatos ao cargo, os deputados federais Paulo Martins (PL), nome de Bolsonaro, e Aline Sleutjes (Pros). O ex-prefeito minimizou a concorrência. "Eu vejo como um cenário ainda aberto. As candidaturas ainda não foram colocadas todas e tem muita discussão. Nossa candidatura sai muito competitiva." 

Pré-candidato a deputado federal, o ex-governador Beto Richa (PSDB) reforçou a posição de neutralidade da federação na corrida ao governo. "Entendemos de maneira respeitosa e de forma transparente que desta forma poderemos ter unidade do grupo." Richa disse que está animado para a campanha e que caso eleito terá posição de independência. "Qualquer que seja o presidente eleito eu quero estar lá, sem troca de favores, sem barganhas. O que eu entender que for bom para o meu Estado, eu voto a favor. O que eu entender que não é bom, eu vou ter tranquilidade para votar contra". O ex-governador em 2018 disputou o Senado e ficou em quarto lugar, após um ano turbulento quando respondia processos na Justiça e chegou a ser preso por três vezes.

CIDADANIA

Já o Cidadania, que faz parte da federação e é da base de apoio de Ratinho Junior, pressionou para recuo da candidatura ao governo do Estado. A legenda tem uma cadeira na Assembleia Legislativa com Douglas Fabrício (CDN). No âmbito nacional, a federação deverá apoiar a candidatura de Simone Tebet (MDB).   

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