PSDB quer solução rápida para situação de Palocci
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terça-feira, 15 de novembro de 2005
Cida Fontes<br> Agência Estado 
Brasília - O PSDB quer uma definição rápida para a situação do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e o líder do partido no Senado, Arthur Virgílio (AM), acha que, qualquer que seja o desfecho, será ''difícil e traumático'' para o Brasil. Preocupado com os rumos da economia, o senador confessa que vive um dilema: endurecer o discurso contra Palocci, contribuindo com a demissão dele, e exigir explicações das denúncias de corrupção. ''Confesso que não é uma tarefa nada agradável para mim'', afirmou o tucano, que vai interpelar Palocci quando ele comparecer ao Senado, na próxima semana.
''O ministro vai jogar uma partida decisiva no dia 22, como se fosse o final da Copa'', avaliou. O PSDB cobra de Palocci esclarecimentos de pontos considerados nevrálgicos: a relação dele com ex-auxiliares envolvidos em denúncias de corrupção durante a gestão como prefeito de Ribeirão Preto, sua relação com essas pessoas já como ministro e, por último, seu papel como arrecadador de recursos para o PT. ''Sabemos como tudo isso é grave e sabemos também que Palocci não é um ministro qualquer. O Brasil não pode deixar de agradecer a ele'', emendou Arthur Virgílio, fazendo elogios pelo fato de o ministro ter posto a economia no rumo ''mesmo em meio à crise de desconfiança do governo do PT''.
Nos bastidores, parlamentares do PSDB acreditam que Palocci não aguentará as pressões e deve deixar o governo. Apesar de considerar que a eventual demissão do ministro é um problema exclusivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PSDB está preocupado com os desdobramentos na economia.
O líder do PSDB na Câmara, Alberto Goldman (SP), adota uma postura mais crítica. Ele defende, por exemplo, que o ministro Antonio Palocci trate das denúncias de corrupção na CPI dos Bingos e fale apenas de economia durante depoimento conjunto que fará às Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e de Finanças da Câmara. Para o deputado, a oposição nada tem a ver com os ataques contra Palocci que, segundo ele, saem do Ministério Público de Ribeirão Preto. ''A situação dele não é boa e suas condições políticas e morais são bastante frágeis'', afirmou. ''Isso é problema do presidente Lula''. Ao contrário de Virgílio, Goldman faz críticas à política econômica de Palocci. ''É frágil e medíocre'', disse.


