PSDB quer sanear o partido
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Integrantes da Executiva Nacional do PSDB estiveram ontem em Curitiba para discutir a política de alianças e nomes para a campanha municipal deste ano. A idéia é ter candidatos nos principais municípios paranaenses e fazer alianças apenas em pequenas cidades - desde que com o aval nacional. ''Eu não vim aqui fazer campanha e discutir nomes. Vim ouvir o que as bases têm para dizer para darmos rumo e direção nacional'', disse o senador Sérgio Guerra (PE), presidente nacional do PSDB.
Ele apresentou as estratégias para conquistar este ano as principais prefeituras e em 2010, os principais estados. A primeira estratégia será uma campanha de filiação. ''Primeiro vamos sanear. Vamos pegar todos os filiados e saber quem são eles, onde eles estão, se eles querem permanecer no partido, o que gostariam de fazer. Depois vamos em busca de novos quadros em seminários para discutir as propostas do PSDB, seus objetivos, as campanhas de propaganda. Queremos envolvimento. Militantes ativos. Não queremos apenas quantidade. Precisamos de qualidade'', comentou.
O segundo passo seria fortalecimento da comunicação interna do PSDB. ''Nós nos comunicamos muito mal, sem dúvida. O Bolsa Família é uma iniciativa do PSDB, mas o governo Lula se reelegeu com essa bandeira. Os tucanos falam muito e em várias direções. Queremos mudar isso'', pontuou Guerra.
Neste ano, o PSDB pretende iniciar a democratização interna com prévias experimentais em alguns municípios. Para 2010, as prévias serão estabelecidas como fundamentais para o partido na busca de lideranças. Vieram com Guerra os seguintes integrantes da Executiva Nacional: a senadora Marisa Serrano (MS) e os deputados Cláudio Diaz (RS) e Rodrigo de Castro (MG).
A Executiva Nacional evitou citar nomes de pré-candidatos. Nem mesmo o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), quis se posicionar como candidato à reeleição. Ele disse que irá se definir até maio. Até porque ele tem o compromisso público de se candidatar apenas se não for pleitear o cargo de governador do Paraná. Mas deixou claro, em entrevista à imprensa, que nem pensa em 2010. O que o faria como candidato à reeleição. ''As pesquisas demonstram que existe uma relação de confiança entre mim e a população. Considero cedo para tomar qualquer decisão. Por enquanto, concentro meus esforços para ser um bom prefeito.''
Críticas
Durante a visita da Curita, Guerra fez críticas ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). ''O presidente Lula poderia ter governado de acordo com suas propostas e com o apoio do povo. Mas não fez. Procurou desestruturar os partidos e fazer a coligação da crise. Os pequenos partidos incharam e criaram um ambiente precário entre o Legislativo e o Executivo. Um ambiente do toma lá da cá. As emendas partidárias se tornaram uma negociata. Os cargos são leiloados. Veja o novo ministro das Minas e Energia (Lobão), não sabe nada de energia e estamos prestes a entrar no maior apagão da história do Brasil.''


