PSDB, PT e PFL deverão sair das eleições de outubro com as maiores fatias do eleitorado dos 100 maiores municípios brasileiros cuja eleição vêm sendo acompanhada pelo Instituto de Estudos Sócio-Econômicos (Inesc). Os 100 maiores municípios totalizam 39,20% do eleitorado nacional, ou 42.549.365 dos 108.537.762 de eleitores aptos a votar.
O PSDB tem candidatos favoritos, com possibilidade de vitória já no dia 1º, em 17 dos grandes municípios e vaga praticamente certa no 2º turno em quatro deles. Além disso, o partido conta com chances – maiores ou menores – de chegar ao 2º turno em 9 outros. A relação de municípios com maior probabilidade de vitória dos tucanos inclui quatro capitais, que figuram entre as médias e menores do País: Teresina (394.603 eleitores), Cuiabá (315.817), Vitória (211.706) e Boa Vista (108.464). As chances de participação no 2º turno incluem São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre – que figuram na relação das 10 maiores capitais de Estado – e Goiânia, que é a 11ª .
O que há de mais expressivo, para o PFL, é a perspectiva de o partido reeleger seus prefeitos em quatro das 10 maiores capitais: Rio de Janeiro (4.239.224 eleitores), Salvador (1.388.708), Curitiba (1.110.189) e Recife (952.393) e alguma chance de ir para o 2º turno em São Paulo. À exceção do Rio, a vitória nessas capitais poderá ocorrer já no 1º turno.
Vale ainda observar que no Rio, Salvador e Curitiba os prefeitos candidatos à reeleição são administradores de trajetória bem diferenciada dos quadros tradicionais pefelistas: são técnicos que entraram na política apadrinhados por líderes líderes políticos estaduais – como Antonio Imbassahy, afilhado de ACM na Bahia, Cassio Taniguchi, lançado por Jaime Lerner no Paraná, e Luiz Paulo Conde, que surgiu pelas mãos do seu hoje adversário César Maia, ele mesmo de formação técnica.
O desempenho do PFL nos grandes e médios centros do interior será bem mais acanhado do que o do PSDB e PT. Além das capitais, o partido de ACM é favorito em seis outros grandes municípios, lidera a disputa em Juiz de Fora (MG) e São José do Rio Preto (SP), tem alguma chance de chegar ao segundo turno em Ribeirão Preto e participa de disputas equilibradas em quatro outros municípios.
O PMDB, que já foi o maior partido do País, vê-se agora ameaçado de perder sua maior prefeitura – Fortaleza (1.217.573), mas tem vitória garantida em Campo Grande (403.613 eleitores) e João Pessoa (343.326). Em Rio Branco (153.163), participa de disputa equilibrada com o petista Raimundo Angelin. Lidera a disputa em Olinda (PE).
O PPB volta suas atenções para a possibilidade de Maluf chegar ao segundo turno em São Paulo, o que já seria um grande feito. De certo mesmo, entre as capitais, o partido só conta com a reeleição de Ângela Amin, em Florianópolis (SC). O partido também é favorito em Nilópolis (RJ), deve ir para o segundo turno em Santos, tem alguma chance em Maringá e participa de disputa equilibrada em Santa Maria (RS). Entre as capitais com decisão num só turno – que não figura na lista dos 100 maiores municípios – o PPB participa de disputa equilibrada com o candidato do PPS na menor delas – Palmas, com 76.717 eleitores.
Os números do PT estão abaixo dos do PSDB, mas são compensados, em termos de densidade eleitoral, pela liderança da disputa em três das maiores capitais brasileiras, a começar de São Paulo (7.134.835 eleitores) e mais Porto Alegre (956.812) e Belém (792.479). O Partido dos Trabalhadores ainda tem grande chance de chegar ao segundo turno em Goiânia e alguma chance em Recife, Maceió e Natal. Em Salvador, Curitiba, Teresina e Cuiabá os candidatos petistas estão em segundo lugar nas pesquisas.

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