PSDB, PT e PFL devem vencer pleito nas maiores cidades
PUBLICAÇÃO
sábado, 23 de setembro de 2000
Agência Estado De Brasília 
PSDB, PT e PFL deverão sair das eleições de outubro com as maiores fatias do eleitorado dos 100 maiores municípios brasileiros cuja eleição vêm sendo acompanhada pelo Instituto de Estudos Sócio-Econômicos (Inesc). Os 100 maiores municípios totalizam 39,20% do eleitorado nacional, ou 42.549.365 dos 108.537.762 de eleitores aptos a votar.
O PSDB tem candidatos favoritos, com possibilidade de vitória já no dia 1º, em 17 dos grandes municípios e vaga praticamente certa no 2º turno em quatro deles. Além disso, o partido conta com chances maiores ou menores de chegar ao 2º turno em 9 outros. A relação de municípios com maior probabilidade de vitória dos tucanos inclui quatro capitais, que figuram entre as médias e menores do País: Teresina (394.603 eleitores), Cuiabá (315.817), Vitória (211.706) e Boa Vista (108.464). As chances de participação no 2º turno incluem São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre que figuram na relação das 10 maiores capitais de Estado e Goiânia, que é a 11ª .
O que há de mais expressivo, para o PFL, é a perspectiva de o partido reeleger seus prefeitos em quatro das 10 maiores capitais: Rio de Janeiro (4.239.224 eleitores), Salvador (1.388.708), Curitiba (1.110.189) e Recife (952.393) e alguma chance de ir para o 2º turno em São Paulo. À exceção do Rio, a vitória nessas capitais poderá ocorrer já no 1º turno.
Vale ainda observar que no Rio, Salvador e Curitiba os prefeitos candidatos à reeleição são administradores de trajetória bem diferenciada dos quadros tradicionais pefelistas: são técnicos que entraram na política apadrinhados por líderes líderes políticos estaduais como Antonio Imbassahy, afilhado de ACM na Bahia, Cassio Taniguchi, lançado por Jaime Lerner no Paraná, e Luiz Paulo Conde, que surgiu pelas mãos do seu hoje adversário César Maia, ele mesmo de formação técnica.
O desempenho do PFL nos grandes e médios centros do interior será bem mais acanhado do que o do PSDB e PT. Além das capitais, o partido de ACM é favorito em seis outros grandes municípios, lidera a disputa em Juiz de Fora (MG) e São José do Rio Preto (SP), tem alguma chance de chegar ao segundo turno em Ribeirão Preto e participa de disputas equilibradas em quatro outros municípios.
O PMDB, que já foi o maior partido do País, vê-se agora ameaçado de perder sua maior prefeitura Fortaleza (1.217.573), mas tem vitória garantida em Campo Grande (403.613 eleitores) e João Pessoa (343.326). Em Rio Branco (153.163), participa de disputa equilibrada com o petista Raimundo Angelin. Lidera a disputa em Olinda (PE).
O PPB volta suas atenções para a possibilidade de Maluf chegar ao segundo turno em São Paulo, o que já seria um grande feito. De certo mesmo, entre as capitais, o partido só conta com a reeleição de Ângela Amin, em Florianópolis (SC). O partido também é favorito em Nilópolis (RJ), deve ir para o segundo turno em Santos, tem alguma chance em Maringá e participa de disputa equilibrada em Santa Maria (RS). Entre as capitais com decisão num só turno que não figura na lista dos 100 maiores municípios o PPB participa de disputa equilibrada com o candidato do PPS na menor delas Palmas, com 76.717 eleitores.
Os números do PT estão abaixo dos do PSDB, mas são compensados, em termos de densidade eleitoral, pela liderança da disputa em três das maiores capitais brasileiras, a começar de São Paulo (7.134.835 eleitores) e mais Porto Alegre (956.812) e Belém (792.479). O Partido dos Trabalhadores ainda tem grande chance de chegar ao segundo turno em Goiânia e alguma chance em Recife, Maceió e Natal. Em Salvador, Curitiba, Teresina e Cuiabá os candidatos petistas estão em segundo lugar nas pesquisas.


